1 de 1 Imagem de posto de gasolina com tabela de preços da gasolina e do etanol. Carros e motos passam em frente ao posto - Metrópoles
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A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,41% em novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de novembro veio abaixo do esperado pelo mercado e representa uma desaceleração em relação à taxa registrada em outubro (0,59%). Em novembro do ano passado, o índice foi de 0,95%.
No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 5,9%, abaixo dos 6,47% registrados no período imediatamente anterior. Foi a menor taxa desde fevereiro de 2021 (5,2%).
No acumulado do ano, o IPCA chega a 5,13%.
O indicador ficou 0,18 ponto percentual abaixo do que foi registrado em outubro (0,59%). Em novembro de 2021, a taxa havia sido de 0,95%.
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação - quando o controle de todos os preços é perdido
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Transportes e bebidas puxam alta
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no mês passado.
Os segmentos de transportes e alimentação e bebidas foram os que mais impactaram o resultado do IPCA, correspondendo a 71% da alta do indicador.
Combustíveis puxaram a alta em transportes, com elevação de 3,29% em novembro (em outubro, o indicador havia recuado 1,27%).
Os preços do etanol (7,57%), da gasolina (2,99%) e do óleo diesel (0,11%) tiveram altas no mês passado. O gás veicular, por sua vez, caiu 1,77%.
A maior variação foi do setor de vestuário, que ficou acima de 1% pelo quarto mês seguido.
Saúde e cuidados pessoais ficaram próximos da estabilidade, com desaceleração em relação a outubro (1,16%). Habitação ficou acima do observado no mês anterior (0,34%).