Guedes: aprovação de verba para pagamento de benefícios “embananou”

Recurso é importante para garantir o Bolsa Família e a Previdência. Congresso recebeu proposta da equipe econômica com dois valores

atualizado

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Paulo Guedes
1 de 1 Paulo Guedes - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Verba essencial para o pagamento da Previdência, do Bolsa Família e de outros auxílios pelo governo federal, o crédito suplementar enfrenta dificuldades para ser aprovado no Congresso Nacional. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (29/05/2019) que a costura para a liberação de mais recursos “embananou”.

Nessa terça-feira (28/05/2019), o ministro soube que a equipe técnica enviou uma proposta com dois valores, o que causou estranheza dos congressistas. Inicialmente, o governo pediu crédito extra no valor de R$ 248,9 bilhões. A medida é urgente para que o governo não descumpra a chamada regra de ouro – que impede a emissão de dívida para o pagamento de despesas correntes.

Contudo, a equipe dividiu os cálculos da medida onde aparece que R$ 140 bilhões seriam suficientes. Com isso, a articulação desandou. “Estava todo mundo preparado para aprovar uma coisa e veio outra. O relator [deputado Hildo Rocha (MDB-MA)] perguntou: ‘Qual que vocês querem?’. Isso embananou”, explicou Guedes.

O ministro falou sobre o assunto durante um seminário do Ministério da Economia e do Banco de Desenvolvimento da América Latina sobre produtividade e crescimento econômico no Brasil.

Ele explicou a ausência do senador Fernando Bezerra Coelho, líder do governo, e a razão para não acompanhar todo o evento. “Ele disse que tinha que desarmar essa bomba”, comentou o ministro, ao se despedir.

Guedes deixou o seminário para se juntar a Bezerra na cruzada pelo crédito extra. “Não é sensato colocar os pagamentos da Previdência, do Bolsa Família e do Plano Safra em risco por se discutir se aprova partes ou o todo. Isso é uma coisa técnica. Se aprova logo o todo”, defendeu o ministro.

Governo tem urgência
Se o crédito extra não for aprovado, o governo não terá recursos para os pagamentos no segundo semestre. Na teoria, o Congresso tem até novembro para avaliar a suplementação, mas Guedes pede urgência para evitar “um abismo fiscal”.

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