Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL) entregava a proposta de reforma da previdência ao Congresso na manhã desta quarta-feira (20/2), governadores já se reuniam no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) desde 9h. Uma hora mais tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), chegaram ao encontro, às pressas.

“Os governadores, junto com as bancadas de todos os estados, vão nos dar toda a condição de conseguir a vitória nos dois turnos na Câmara e nos dois turnos do Senado”, declarou Onyx, revelando parte da estratégia, de pedir auxílio aos chefes estaduais.

Junto aos representantes de Bolsonaro, estavam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Até às 10h da manhã, pelo menos 20 dos 27 governantes estavam presentes. O primeiro a chegar, pontualmente, foi o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (PSL). Depois da entrada dos ministros, apareceu o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que a reforma é importante para a recuperação da economia, reequilíbrio das contas públicas e a geração de empregos. Contudo, a reformulação precisa atender União e estados. “A expectativa é bastante positiva. Os governadores estão muito animados. É uma pauta bastante extensa, que precisa ser negociada, porque não é só a pauta do governo federal, mas os estados também têm que entrar. Não adianta fazer a recuperação da União e deixar os estados na situação em que se encontram”, argumentou.

Do ponto de vista de Ibaneis, estados e União devem estar dispostos a um recomeço. “Então, nós precisamos repactuar esse país, de modo que os estados tenham realmente condições de sobrevivência. Porque somos nós quem somos que efetivamente prestamos serviços à sociedade, seja na área de Saúde, Educação e segurança, que são as cobranças da população brasileira”, sugeriu.

Ministérios
Onyx Lorenzoni deixou o local por volta das 11h30, pouco depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter feito a sua explanação. O secretário Rogério Marinho seguia na apresentação.

“Os governadores estão recebendo muito positivamente [a reforma]. Claro, nós vamos ter que fazer ajustes no texto e evidentemente os governadores com as suas bancadas vão dar sua contribuição para que o texto seja adequado não apenas no plano federal, mas que possa também dar sua contribuição para que os estados brasileiros reencontrem seu equilíbrio”, afirmou o ministro.

Já o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, afirmou que a recepção da proposta pelos chefes dos executivos estaduais foi boa. “Esse é o começo do diálogo apenas. De modo geral, foi bem recebida a proposta. É algo que todos os governadores precisam, independente de matiz ideológica”