Governo cortou auxílio emergencial de 11,2 milhões de pessoas na pandemia
Isso significa que uma a cada seis pessoas que recebem o benefício foi excluída do pagamento

O governo federal deixou de pagar o auxílio emergencial para mais de 11,2 milhões de brasileiros. Na prática, são pessoas que receberam ao menos uma parcela do benefício, mas tiveram o crédito cancelado ou bloqueado.
No total, o pagamento do auxílio emergencial já contemplou 67,9 milhões de beneficiários, segundo números da Caixa Econômica Federal. Hoje, no entanto, a ajuda financeira é destinada a cerca de 56,7 milhões de brasileiros.
Isso significa que uma a cada seis pessoas que receberam o crédito do auxílio emergencial ao longo dos últimos meses foi cortada da base de beneficiários elegíveis do Ministério da Cidadania.
Oficialmente, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não confirma a quantidade de brasileiros excluídos do pagamento do benefício, mas admite que realiza uma “atualização” da base de dados mensalmente.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todas“Além da inclusão de novas bases de dados e da melhoria nos cruzamentos das informações, o trabalho também conta com acordos de cooperação técnica celebrados entre o ministério e órgãos de fiscalização e controle”, disse.
A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) enviam rotineiramente a lista de pessoas nessa situação para que os pagamentos sejam bloqueados de forma preventiva.
Em agosto deste ano, por exemplo, a CGU identificou a existência de pagamentos a 680,5 mil agentes públicos — servidores municipais, estaduais e federais — que foram incluídos indevidamente como beneficiários do auxílio.
Além disso, o governo realiza todos os meses uma atualização da base de dados de beneficiários para averiguar quem se encaixa nos critérios de elegibilidade previstos na Medida Provisória (MP) nº 1.000/2020 (auxílio extensão).
“Para garantir isso, há reavaliações mensais sobre critérios relativos à existência de vínculo formal, ao recebimento de benefícios previdenciários ou assistenciais e ao óbito do beneficiário”, prosseguiu a pasta.
O Metrópoles revelou que o governo federal cortou cerca de 2,4 milhões de brasileiros durante o pagamento dos ciclos 3, 4 e 5 do auxílio emergencial, realizado entre 9 de outubro e o próximo dia 12 de dezembro.














