Governo Bolsonaro quer transição de 12 anos na reforma da Previdência

O tempo é a metade do estimado pela equipe anterior, de Michel Temer

FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOFáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 08/01/2019 11:55

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) pretende levar a cabo uma regra de transição para a reforma da Previdência que dure entre 10 e 12 anos. Esse tempo é a metade daquele que era estimado pela equipe do presidente anterior, Michel Temer (MDB), que calculava em 21 anos o período.

A ideia é que, ao longo desse período, as novas regras equiparem as aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com os benefícios dos servidores públicos. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Dessa forma, por atingir a idade mínima para aposentadoria mais rapidamente, a nova proposta deve gerar economia maior para os cofres públicos. A ideia é que os homens possam se aposentar apenas a partir dos 65 anos e as mulheres, a partir dos 62 ou 63.

Segundo a reportagem, o governo ainda não fez o cálculo da economia de recursos que essa nova regra pode representar. O governo anterior calculava que, nas regras defendidas pela gestão Temer, a economia no prazo de 10 anos seria de aproximadamente R$ 600 bilhões.

Idade mínima
A definição da idade mínima para a aposentadoria gerou ruídos recentemente entre o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe. Em entrevista ao SBT, Bolsonaro disse que a idade mínima para homens deveria ser de aproximadamente 62 anos.

“A oposição vai usar os 65 anos para dizer que nós queremos fazer [a reforma] na maldade. Não queremos”, disse. Segundo Bolsonaro, também serão levados em conta a expectativa de vida e a peculiaridade de algumas profissões para que o tempo de contribuição dos brasileiros seja definido.

Na sequência, Bolsonaro foi desmentido pela equipe econômica, que voltou a defender uma idade mais elevada para que trabalhadores possam receber a aposentadoria.

 

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