FGTS: Caixa começa a liberar saque de R$ 1.045. Veja quem já pode receber

Neste primeiro momento, o dinheiro estará disponível para movimentação apenas no aplicativo da Caixa. Os saques serão liberados dia 25

Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

atualizado 29/06/2020 8:53

A Caixa Econômica Federal começa a liberar, a partir desta segunda-feira (29/06), o saque emergencial de até R$ 1.045 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Nessa primeira rodada, serão contemplados os trabalhadores nascidos em janeiro (veja calendário abaixo).

O dinheiro será depositado em poupanças sociais digitais abertas para todos aqueles que atualmente têm contas vinculadas de FGTS, mas ainda não será permitido o saque em espécie. Veja como funcionam essas contas contas digitais neste link.

Num primeiro momento, o proprietário da conta poderá apenas movimentar os recursos de forma digital, como quitar boletos ou pagar compras via cartão de crédito virtual ou QR Code. Para realizar essas movimentações, será utilizado o aplicativo Caixa Tem, que é o mesmo criado para usar o auxílio emergencial de R$ 600.

A modalidade de saque dessas contas será permitido a partir do dia 25 de julho. A medida tem como objetivo evitar aglomerações em agências da Caixa ou nos seus correspondentes bancários em função da pandemia do novo coronavírus.

Veja o calendário do saque emergencial do FGTS:
Calendário do saque emergencial do FGTS
Calendário do saque emergencial do FGTS
Vale a pena sacar?

O serviço estará disponível no internet banking ou no aplicativo do FGTS, onde será possível também consultar o valor do saque e a data em que o recurso será creditado na poupança social digital. A Caixa vai abrir 55 milhões de contas com esse perfil.

O pagamento, que tem valor máximo de R$ 1.045 por pessoa, e não por conta, começa a ser realizado no próximo dia 29 de junho para os trabalhadores nascidos em janeiro. O último crédito será realizado em 21 de setembro aos nascidos em dezembro.

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Caso a pessoa decida não sacar, o dinheiro vai voltar para a conta do FGTS devidamente corrigido e sem nenhum prejuízo ao trabalhador, segundo a Caixa Econômica. Mas, afinal, quando essa opção é viável?

O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, explica que o FGTS está, hoje, entre os investimentos conservadores mais rentáveis. Por isso, ele avalia como interessante a escolha por deixar o dinheiro no fundo caso o trabalhador não esteja precisando.

“Deixar esse dinheiro agora pode ser uma boa aplicação conservadora, inclusive rendendo mais que outras. O fundo vai aumentar bastante, principalmente quando a economia começar a se recuperar”, comenta o especialista – e com isso o lucro a ser dividido tende a ser muito expressivo.

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