Fazenda: preço do petróleo tende a subir após ataques dos EUA ao Irã

Para o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, medidas de mitigação como a política de preços da Petrobras “são bem-vindas”

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta segunda-feira (23/6), que o preço do petróleo tende a subir após a escalada do conflito entre Irã e Israel, que ganhou novos contornos com o recente ataque dos Estados Unidos (EUA) contra instalações nucleares iranianas.

De acordo com Durigan, a tendência é de que o petróleo encareça. Ele disse que o governo federal acompanhará os desdobramentos “de perto”, acrescentando que medidas de mitigação como a política de preços da Petrobras “são bem-vindas nesse momento”.

“O preço do petróleo tende a subir, apesar de a gente já ter visto nos últimos dias, nas últimas semanas, alguma compra de petróleo que pode amortecer a subida do petróleo nesta semana. Vamos acompanhar de perto. Acho que algumas mitigações, como a política de preços da Petrobras, são bem-vindas nesse momento”, declarou em entrevista à Rádio CBN.

Estreito de Ormuz

Nesse domingo (22/6), o Parlamento do Irã aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz — importante canal de escoamento de mercadorias, onde cerca de 21% de todo o petróleo mundial passa. A decisão foi uma resposta aos ataques dos EUA na noite desse sábado (21/6).

Contudo, para o bloqueio entrar em vigor, ainda é necessário conseguir o aval do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo Ali Khamenei. Caso o estreito seja fechado, analistas preveem um enorme impacto no comércio global.

Jackson Campos, especialista em comércio exterior, avalia que o fechamento do Estreito de Ormuz “pode provocar um verdadeiro efeito dominó na economia global”. Ele explica que, para o Brasil, a medida significa uma eventual alta de combustíveis e alimentos.

“Com o bloqueio, o preço do barril deve disparar, impactando diretamente o valor dos combustíveis, o custo do frete e o preço final dos produtos”, diz ele. “Se o bloqueio durar muito tempo, o impacto será ainda mais grave”, estima Campos.

Preço do dólar

Além da questão do preço do petróleo, Durigan ressaltou ser importante monitorar como a escalada do conflito no Oriente Médio pode influenciar “a corrida para o dólar” e moedas de países em desenvolvimento.

“Há um movimento de buscar segurança no mercado. Então, moedas de países em desenvolvimento, como a nossa, e ativos variáveis, como ativos de bolsa, podem acabar sendo rejeitados ou vendidos nesse momento em benefício de moedas fortes como o dólar”, ponderou.

Inflação

Questionado se a instabilidade global pode impactar a trajetória de queda da inflação, o secretário confirmou que há essa possibilidade, mas que o risco não é de agora. Ele destacou que o país passou por seca histórica, e o real registrou desvalorização de 24% no ano passado, “nem por isso a inflação saiu do controle”.

Ele reconheceu que a inflação teve um “aumento preocupante”, mas que vem caindo no período agregado dos últimos 12 meses. “A tendência é de que a gente não tenha um aumento de inflação fora de controle”, completou Durigan.

“No Brasil, a gente tem visto crescimento consistente em todo trimestre deste governo Lula, a gente tem visto a inflação, considerado o período de 12 meses, começar a cair. Ainda que esteja um pouco acima do centro da meta, a inflação está caindo e os indicadores de vida das pessoas têm mostrado bastante resiliência”, acrescentou ele.

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 5,32% nos últimos 12 meses até maio. Embora esteja elevado, o IPCA começou a desacelerar nos últimos meses, após alta histórica em fevereiro.

Contudo, no atual patamar, o país caminha para mais um ano em que a meta será descumprida.

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