Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR

Projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (1º/9) estabelece o fim de isenções do PIS-Cofins dos medicamentos

02/09/2021 15:11, atualizado 02/09/2021 17:05
Daniel Ferreira/Metrópoles
Remédios

O Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) prevê alta de 12% no preço de mais de 18 mil produtos farmacêuticos comercializados a consumidores. O reajuste deve ser implementado em decorrência das alterações no Imposto de Renda aprovadas pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (1º/9). Esse aumento pode chegar a 18%, no caso do SUS.

A Casa legislativa aprovou o texto-base do projeto de lei (PL) nº 2.337/2021, que faz parte da segunda fase da Reforma Tributária, por 398 votos a 77.

Entre as mudanças, está a cobrança do tributo sobre lucros e dividendos distribuídos pelas empresas a acionistas, a diminuição do Imposto de Renda das empresas e o cancelamento de alguns benefícios fiscais – como o fim de isenções do PIS-Cofins dos medicamentos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Nesta quinta-feira (2/9), serão votados os destaques da matéria. Todas as medidas têm efeito a partir de 1º de janeiro de 2022.

Em nota, o Sindusfarma ressaltou que o Sistema Único de Saúde (SUS) também será impactado em mais de 18%, em média, pela cobrança de ICMS. Isso porque alguns convênios vinculam a isenção de ICMS ao benefício federal de isenção do PIS-Cofins.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - destaque galeria
6 imagens
Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 3
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 4
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 5
Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 1
1 de 6

Myke Sena/Esp. Metrópoles
Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
2 de 6

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico

Hugo Barreto/Metrópoles
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 3
3 de 6

Myke Sena/Esp. Metrópoles
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 4
4 de 6

Daniel Ferreira/Metrópoles
Farmácias preveem alta de 18% nos preços de remédios com mudança no IR - imagem 5
5 de 6

Hugo Barreto/Metrópoles
Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
6 de 6

Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Hugo Barreto/Metrópoles
“A lista de substâncias isentas de PIS-Cofins contempla medicamentos de uso contínuo para o tratamento de doenças de larga incidência, como câncer, hipertensão, aids, doenças cardíacas e diabetes, além de antibióticos, anti-inflamatórios e medicamentos contra hepatite, alergias, próstata, artrite etc.”, exemplificou o sindicato.

Na prática, avalia a entidade, a proposta só aumenta a “absurda carga tributária dos medicamentos, que já é de 32% no preço final ao consumidor, sendo que a média mundial é 6%”.

Leia a íntegra do comunicado:

PL 2337 IR Câmara Sindusfarma Pt 02set21 by Tacio Lorran Silva on Scribd