Exceções não significam impactos pequenos à economia, diz secretário

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, avaliou que a situação do Brasil é agora, melhor do que a anterior, mas medidas ainda têm impacto

atualizado

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Rogério-Ceron
1 de 1 Rogério-Ceron - Foto: Nina Quintana/Metrópoles @ninaquintana

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que a retirada de alguns produtos das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, configura uma situação melhor do que a anterior. No entanto, de acordo com ele, isso não quer dizer que os impactos sejam pequenos ou os efeitos econômicos não sejam relevantes.

O secretário disse, ainda, que não acredita que o plano de contingência apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precise passar por muitos ajustes, tendo em vista que o “cardápio” elaborado contou com diversos cenários.

As declarações foram durante a divulgação dos dados do Relatório do Tesouro Nacional, nesta quarta-feira (30/7).

Ele disse também que o plano será anunciado por Lula no momento adequado e que as medidas podem evoluir e não necessariamente vão acontecer ao mesmo tempo. De acordo com ele, a equipe mobilizada para lidar com o assunto está atenta aos efeitos econômicos e pensando com técnica.

Ceron afirmou que o Brasil tem condições de lidar com os efeitos das tarifas e que o dever da equipe é se preparar para os impactos. Sobre a possibilidade das tarifas afetarem os investimentos no país, o secretário avaliou que investimento geralmente tem horizonte de longo prazo. “Isso não deve ter nenhum tipo de efeito em relação a esse tipo de fluxo”, disse.

Questionado se as ações do plano de contingência seriam semelhantes às medidas de socorro ao Rio Grande do Sul, o secretário avaliou que as duas situações são “eventos diferentes, com características diferentes que geram efeitos econômicos diferentes”, disse.

Teto de gastos de 2026

O subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal, David Athayde, afirmou que o limite das despesas de 2026 será de R$ 2,427 trilhões, sendo R$ 2,334 trilhões destinados ao Executivo Federal. Atualmente, o teto de gastos está em R$ 2,260 trilhões, ou seja, haverá um aumento real de 2,5%, o máximo permitido pelo arcabouço fiscal.

Athayde avaliou, no entanto, que o número ainda pode mudar em decorrência a assuntos que estão em tramitação, como a retirada das receitas do Judiciário do resultado primário.

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