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Devido a desconfiança quanto ao cenário político do Brasil, o dólar chegou a R$ 3,96 durante a tarde desta quinta-feira (7/6) fechando em R$ 3,92 com alta de 2,25%. Esse foi o maior valor desde março de 2016, quando o valor da moeda ficou em R$ 4,01. A informação é do Valor Econômico.

A Bolsa, por sua vez, tem queda de mais de 5%, estendendo as perdas contabilizadas nos últimos dois pregões. O movimento de fuga do mercado acionário ocorre em meio à percepção da deterioração do cenário de risco no Brasil, que influencia todos os ativos. Conforme justificativa de operadores, o quadro fiscal do governo, a economia fraca e os riscos eleitorais sustentam uma demanda defensiva por parte dos investidores.

Por volta das 14h, todas as ações do Ibovespa operavam no vermelho. Às 12h40, o Ibovespa caía 3,14%, aos 73.782 pontos, enquanto o dólar à vista ultrapassa os R$ 3,90. A moeda americana subia 2,48%, foi a R$ 3,93. Os contratos futuros de juros, por sua vez, seguem indicando que a possibilidade de alta da Selic em junho se tornou amplamente majoritária na precificação da curva, em meio a operações de stop loss na renda fixa.

O Banco Central anunciou para esta quinta (7) uma operação compromissada com prazo de 9 meses, “em coordenação com o Tesouro Nacional, que vem efetuando leilões de recompra de títulos, e com o objetivo de atender a demanda dos investidores por lastro em títulos públicos”. A autoridade monetária realiza ainda mais uma oferta extra de US$ 750 milhões em swap cambial no mercado e leiloa até US$ 440 milhões na rolagem do vencimento de 2 de julho. Já o Tesouro, além de continuar fazendo leilão de recompra de NTN-F, informou na noite dessa quarta-feira (6) que, “frente à manutenção do cenário de volatilidade”, realizará nesta quinta e sexta (8) leilões de compra e venda de NTN-F.

Na prática, o reforço na estratégia conjunta visa conter a volatilidade e o estresse dos investidores em meio à mudança na precificação dos ativos locais decorrente da elevada incerteza com o rumo da economia brasileira, do déficit fiscal do governo e das eleições presidenciais.

Estão no foco ainda o quarto leilão de áreas de pré-sal, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e a reunião do conselho de administração da estatal, a primeira com participação do presidente da Petrobras, Ivan Monteiro. Será debatida a regulamentação do prazo de reajuste dos preços de combustíveis anunciada na terça-feira (5) pela ANP. Internamente, o clima é de preocupação, com alguns membros não acreditando mais na capacidade da petroleira de se blindar contra novas intervenções em sua política de preços. (Com informações da Agência Estado).

 

 

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