Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Economia cai 0,8% de abril para maio, mas sobe 4,4% em relação a 2020

Dados são do Monitor do PIB. O consumo das famílias caiu 2,1% entre os dois meses este ano, mas ante o ano passado cresceu 4,7%

18/07/2022 12:19
Felipe Menezes/Metrópoles
Mulher branca e loira olha prateleiras de produtos de limpeza no supermercado enquanto segura carrinho com dois detergentes dentro - Metrópoles, alimentação

A economia brasileira retraiu 0,8% de abril para maio. É o que aponta o Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Comparando com maio de 2021, no entanto, a atividade econômica cresceu 4,4%, e ainda 3,7% no trimestre móvel até aquele mês (março, abril e maio). Os dados foram divulgados pela FGV nesta segunda-feira (18/7).

O consumo das famílias, entre abril e maio, caiu 2,1%. Mas o resultado do mês ainda assim significa crescimento, quando comparado com maio do ano anterior: o consumo subiu 4,7%. No trimestre móvel, houve aumento de 5,8%.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Somente os produtos duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis, não cresceram em maio. Em contrapartida, os serviços lideram o consumo familiar.

“O consumo das famílias foi um importante destaque negativo. Na atual conjuntura, a inflação e juros em patamares elevados reduzem o poder de compra das famílias”, aponta Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Segundo ela, isso se reflete no consumo de produtos menos essenciais, caso de semiduráveis e duráveis, que perderam força e retraíram em maio.

A exportação de bens e serviços também encolheu em maio frente a abril: foi a -7,6%. Em comparação com maio de 2021, a queda foi menor, -5,4% no trimestre móvel até maio.

Esse resultado se deve, principalmente, às quedas na exportação de produtos agropecuários e da indústria extrativista mineral. São as commodities, como soja, milho e minério de ferro.

Importações retraídas

A importação de bens e serviços também mostrou retração em maio. Entre o mês e abril, caiu 1,6%; entre 2021 e o trimestre móvel em questão, encolheu 5,1%. A importação de serviços foi o único componente que contribuiu positivamente. A maior queda foi a importação de bens intermediários, insumos para a produção de outros produtos.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 1,6% em maio frente ao mês anterior, o que elevou a taxa de investimento em maio para  19,3% em valores correntes. Um resultado acima da média da série histórica desde janeiro de 2000, que foi de 18%. Mesmo assim, a FBCF demonstra queda de 2% no trimestre móvel.

A única queda nesse tópico aconteceu no componente de máquinas e equipamentos, retração de 6,9%, que ocasionou no resultado negativo desse ponto. Juliana Trece aponta a queda da indústria, que apresentava crescimento após um início de ano ruim.

O Monitor do PIB da FGV antecipa as tendências do comportamento e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.