Economia cai 0,8% de abril para maio, mas sobe 4,4% em relação a 2020

Dados são do Monitor do PIB. O consumo das famílias caiu 2,1% entre os dois meses este ano, mas ante o ano passado cresceu 4,7%

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1 de 1 Mulher branca e loira olha prateleiras de produtos de limpeza no supermercado enquanto segura carrinho com dois detergentes dentro - Metrópoles, alimentação - Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

A economia brasileira retraiu 0,8% de abril para maio. É o que aponta o Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Comparando com maio de 2021, no entanto, a atividade econômica cresceu 4,4%, e ainda 3,7% no trimestre móvel até aquele mês (março, abril e maio). Os dados foram divulgados pela FGV nesta segunda-feira (18/7).

O consumo das famílias, entre abril e maio, caiu 2,1%. Mas o resultado do mês ainda assim significa crescimento, quando comparado com maio do ano anterior: o consumo subiu 4,7%. No trimestre móvel, houve aumento de 5,8%.

Somente os produtos duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis, não cresceram em maio. Em contrapartida, os serviços lideram o consumo familiar.

“O consumo das famílias foi um importante destaque negativo. Na atual conjuntura, a inflação e juros em patamares elevados reduzem o poder de compra das famílias”, aponta Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.

Segundo ela, isso se reflete no consumo de produtos menos essenciais, caso de semiduráveis e duráveis, que perderam força e retraíram em maio.

A exportação de bens e serviços também encolheu em maio frente a abril: foi a -7,6%. Em comparação com maio de 2021, a queda foi menor, -5,4% no trimestre móvel até maio.

Esse resultado se deve, principalmente, às quedas na exportação de produtos agropecuários e da indústria extrativista mineral. São as commodities, como soja, milho e minério de ferro.

Importações retraídas

A importação de bens e serviços também mostrou retração em maio. Entre o mês e abril, caiu 1,6%; entre 2021 e o trimestre móvel em questão, encolheu 5,1%. A importação de serviços foi o único componente que contribuiu positivamente. A maior queda foi a importação de bens intermediários, insumos para a produção de outros produtos.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 1,6% em maio frente ao mês anterior, o que elevou a taxa de investimento em maio para  19,3% em valores correntes. Um resultado acima da média da série histórica desde janeiro de 2000, que foi de 18%. Mesmo assim, a FBCF demonstra queda de 2% no trimestre móvel.

A única queda nesse tópico aconteceu no componente de máquinas e equipamentos, retração de 6,9%, que ocasionou no resultado negativo desse ponto. Juliana Trece aponta a queda da indústria, que apresentava crescimento após um início de ano ruim.

O Monitor do PIB da FGV antecipa as tendências do comportamento e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

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