Dólar volta a cair com perspectiva de ingresso de capital

Piora em relação EUA-China faz Índice Bovespa fechar abaixo dos 100 mil pontos

Arquivo/Agência BrasilArquivo/Agência Brasil

atualizado 08/10/2019 19:46

O dólar teve um movimento de ajuste e caiu nesta terça-feira (08/10/2019), após subir mais de 1% nessa segunda (07/10/2019). Na contramão do exterior, a moeda norte-americana chegou a recuar em ritmo mais forte pela manhã, para R$ 4,07 no mercado à vista, mas o movimento perdeu fôlego à tarde, após os Estados Unidos anunciarem restrições para a concessão de vistos a autoridades chinesas, isso a dois dias do início de reunião bilateral entre as duas maiores economias do mundo, em Washington (EUA).

Perspectiva de entrada de fluxo externo, por conta de quatro ofertas de ações este mês, também ajudaram. No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,31%, a R$ 4,0916.

“A tensão comercial entre a China e os Estados Unidos aumentou antes das negociações comerciais de quinta-feira”, afirma o estrategista-chefe de moedas do banco de investimento Brown Brothers Harriman (BBH), Win Thin.

Para ele, os recentes posicionamentos de Pequim e Washington sinalizam que será difícil algum avanço importante esta semana, mesmo com a China enviando sua maior delegação desde que as conversas começaram, no ano passado. Sem acordo, a partir do próximo dia 15 nova rodada de tarifas entra em vigor.

Ibovespa
Após passar a maior parte do dia instável, alternando pequenas altas e baixas, o Ibovespa sucumbiu no fim da tarde ao aprofundamento das perdas das bolsas em Nova York e não apenas se firmou em terreno negativo como furou o piso psicológico dos 100 mil pontos.

Ao desconforto com o ambiente político local, em meio às negociações pela cessão onerosa e eventual atraso na tramitação da reforma da Previdência, somaram-se temores de um recrudescimento da guerra comercial sino-americana.

A onda vendedora no fim da tarde veio após o secretário de Estado dos EUA, Michael Pompeo, anunciar restrição de vistos a autoridades chinesas e familiares. Foi o que bastou para azedar as expectativas para o encontro bilateral entre China e EUA, que começa nesta quinta-feira (10/10/2019).

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