Dólar tem queda de 0,57% e vai a R$ 4,14

Ibovespa acelerou a alta para 0,69% e fechou na máxima do dia, aos 108.367,44 pontos

EBCEBC

atualizado 11/11/2019 22:37

O dólar fechou a segunda-feira (11/11/2019) em queda de 0,57% e ficou em R$ 4,1427. Após subir 4,30% na semana passada, na maior valorização semanal desde agosto do ano passado, operadores relatam que o dia foi marcado por realização de lucros e ajustes.

Grandes investidores aproveitaram a queda do dólar no exterior, principalmente ante moedas fortes, e venderam a divisa americana aqui, embora ainda persista a cautela com os eventos na Bolívia, Hong Kong e os desdobramentos políticos da saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da prisão.

Profissionais de câmbio observaram algumas entradas de dólar, mas a liquidez foi fraca no mercado por conta do feriado parcial nos Estados Unidos. O mercado de renda fixa fechou em Nova York, mas as bolsas operaram, embora com volume de negócios menor que a média.

No Brasil, a moeda norte-americana movimentou apenas US$ 405 milhões no mercado à vista, um dos menores níveis das últimas semanas, e US$ 11,5 bilhões no mercado futuro, também abaixo da média diária (US$ 18 bilhões). O dólar para dezembro fechou em queda de 0,25%, a R$ 4,1580.

Ibovespa
A bolsa conseguiu impulso para retomar o nível dos 108 mil pontos, perdido na sexta-feira passada, em uma sessão de negócios que iniciou com desvalorização refletindo o cenário internacional que ganhou certa complexidade no final de semana.

A avaliação de analistas é a de que o dia tenha tido um componente mais forte de ajustes por um exagero de pessimismo visto no pregão anterior, quando o índice à vista perdeu quase 2%. Nos últimos minutos, o indicador acelerou a alta para 0,69% e fechou na máxima do dia, aos 108.367,44 pontos. O volume financeiro foi de R$ 14,7 bilhões.

Pouco antes do final do pregão, o governo anunciou um conjunto de medidas para tentar alavancar o mercado de trabalho, o chamado emprego Verde Amarelo, que tem como foco jovens entre 18 e 29 anos e meta de gerar 1,8 milhão de postos de trabalho até o fim de 2022.

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