*
 

O mercado doméstico voltou a precificar nesta terça-feira (5/6) riscos fiscal e eleitoral, o que elevou a cotação do dólar para R$ 3,81, a maior desde março de 2016. A disparada da moeda norte-americana aconteceu a despeito de o Banco Central ter realizado quatro leilões de swap e refletiu renovadas incertezas com o mercado doméstico, tanto sobre a atividade econômica quanto sobre as eleições.

A bolsa encerrou o pregão desta terça em queda de 2,49%, baixando aos 76.641 pontos, em meio a incertezas quanto à política de preços da Petrobras e temor com o quadro eleitoral.

O dólar operou em alta, puxado pelo exterior, em repercussão negativa de uma nova pesquisa eleitoral indicando polarização entre Ciro Gomes (PDT-CE) e Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na corrida à Presidência e reforço da percepção de insuficiência de espaço fiscal para subsidiar controle de preços de combustíveis.

Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, foi taxativo: “Não temos espaço fiscal para subsídio para gasolina”.

“Houve um desmonte de posições vendidas de alguns fundos, depois que o dólar ultrapassou a forte resistência técnica de R$ 3,77 no mercado futuro de dólar (NDF)”, afirma Jefferson Rugik, diretor da Correparti.

“Um conjunto de fatores pesou: começou com a deterioração do peso mexicano, depois vieram números melhores da economia americana e, finalmente, o governo brasileiro não se entende sobre a política de preços da Petrobras. Tudo isso levou o dólar a furar o importante suporte de R$ 3,77”, enumera Rugik.