Dez mil empresas do Brasil podem ser afetadas por tarifaço, diz Haddad

O ministro reforçou que o governo não sairá da mesa negociação. Haddad ainda criticou quem usa o tarifaço em troca do bônus eleitoral

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O ministro Fernando Haddad participa da coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda, em Brasília - metrópoles
1 de 1 O ministro Fernando Haddad participa da coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda, em Brasília - metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quinta-feira (24/7), que mais de 10 mil empresas brasileiras podem ser afetadas pelo chamado “tarifaço” de 50% impostos pelos Estados Unidos, com vigência prevista para 1º de agosto.

“São mais de 10 mil empresas brasileiras que seriam afetadas e os americanos também serão afetados, pagarão mais caro pelo café, pelo suco de laranja, pela carne”, disse Haddad em entrevista ao programa Chamada Geral, da Rádio Itatiaia.

Crise com EUA

  • Trump tem ameaçado o mundo com um tarifaço e dá atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil.
  • A ofensiva se deu principalmente após o encontro de cúpula do Brics no Brasil, no início de julho, quando Lula defendeu moedas alternativas ao dólar e fez discursos pelo multilateralismo.
  • O presidente norte-americano já ameaçou aplicar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvassem aos “interesses comerciais dos EUA”.
  • Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump ameaçou aumentar as tarifas sobre exportações brasileiras logo após o fim da reunião do Brics. De acordo com o líder norte-americano, o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.
  • Ao anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump indicou que pode rever a medida se o Brasil abrir seu mercado e remover barreiras comerciais.
  • Setores nacionais se posicionaram contra o anúncio de tarifaço feito por Trump, somando-se aos discursos governistas nesse sentido. O vice-presidente Geraldo Alckmin tem sido o porta-voz do movimento de aproximação com os setores.

O titular da pasta da Fazenda reforçou que o governo brasileiro está disposto a continuar negociando com os norte-americanos. “Nós não vamos sair da mesa negociação, se a nossa contraparte [os EUA] não quer se sentar a mesa, é um outro problema”.

Haddad também criticou quem usa o situação do tarifaço para “sabotar a economia brasileira em troca de bônus eleitoral”. Segundo ele, as pessoas estão atentas a essa movimentação.

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