Com ágio de quase 1.000%, leilão de aeroportos arrecada R$ 2,4 bi

O governo esperava arrecadar aproximadamente R$ 2,1 bi com as concessões. Três grupos saíram vencedores

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 15/03/2019 14:12

O leilão de 12 aeroportos regionais realizado nesta sexta-feira (15/3) superou as expectativas e arrecadou R$ 2,377 bilhões em outorga, que serão pagos à União na assinatura dos contratos.

Foram leiloados três blocos, nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Três diferentes grupos venceram os três blocos de aeroportos ofertados. A espanhola Aena conquistou o Bloco Nordeste ao ofertar um valor de contribuição inicial de R$ 1,9 bilhão, o que corresponde a um ágio de 1010,69% em relação ao valor mínimo estabelecido no edital.

A suíça Zurich levou o Bloco Sudeste com uma proposta de outorga inicial de R$ 437 milhões, ágio de 830,15%. Já o Bloco Centro-Oeste ficou com o Consórcio Aeroeste (formado pelas brasileiras por Socicam e Sinart), que fez lance vencedor de R$ 40 milhões, ágio de 4.739,38%.

A estreia da nova administração nas licitações teve 12 aeroportos localizados nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, que hoje respondem por 9,5% do mercado doméstico, com quase 20 milhões de passageiros/ano.

Na disputa pelo três blocos, 10 empresas participaram: as brasileiras CCR, Pátria, Socicam e Construcap; as francesas Vinci e Aéroports de Paris (ADP); a suíça Zurich AG; a espanhola Aena; e as alemãs AviAlliance e Fraport. Entre os estrangeiros, alguns já têm presença nos aeroportos brasileiros. A Zurich tem as concessões de Florianópolis (SC) e de Confins (MG); a Vinci, o terminal de Salvador; e a Fraport atua em duas capitais: Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE).

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