Casas Bahia diz à CVM que não fechou empréstimo de R$ 1 bilhão
Empresa confirma que busca soluções para crise, mas nega qualquer definição sobre financiamento emergencial para reforçar caixa

A Casas Bahia afirmou em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na noite de terça-feira (18/8), que não tem qualquer definição de operações de crédito para solucionar o problema de caixa da companhia. A varejista entrou com pedido de recuperação judicial (RJ) na Justiça, no domingo (17/8), com dívidas estimadas em 17,3 bilhões.
O comunicado da empresa foi uma resposta ao questionamento da CVM a respeito da suposta negociação de empréstimo emergencial de cerca de R$ 1 bilhão. Esse tipo de financiamento é chamado, no jargão, de DIP (sigla de “Debtor-in-Possession Financing”) e é concedido a empresas em recuperação judicial.

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Ver todasNo documento, a empresa informa que “vem mantendo negociações com diversos agentes de mercado, com o objetivo de encontrar a melhor solução para sua atual situação financeira”. Entre essas possibilidades, consta a eventual obtenção de recursos por meio de financiamentos.
“No entanto, ainda não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento”, disse a companhia.
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De acordo com a administração, o grupo avalia potenciais alternativas de renegociação de prazos de pagamento de suas dívidas e obtenção de recursos adicionais, o que inclui mecanismos de transação tributária e liberação de valores depositados em juízo com o intuito de liberar caixa.
“No entanto, diversas dessas alternativas ainda estão em fase de avaliação, não sendo possível confirmar se serão empregadas, tampouco o prazo em que serão concretizadas”, afirma o texto enviado à CVM.
Medidas em curso
O documento acrescenta que o pedido de recuperação judicial “alude a algumas de tais medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas”. Além disso, relata a nota, o “alongamento do prazo de pagamento de fornecedores no primeiro trimestre é indicado nos comentários sobre o Ciclo Financeiro no Release de Resultados do primeiro trimestre deste ano’, e o fluxo de caixa livre (de R$ 800 milhões) e a redução nos estoques (no valor de R$1,15 bilhão) constam do fluxo de caixa gerencial, devidamente divulgado no Release de Resultados do segundo trimestre deste ano.
O release do 2º trimestre indicou ainda que a companhia fecharia quase 300 lojas menos rentáveis, reduziria o investimento e o custo estrutural, por meio do redimensionamento do quadro e das despesas (o que inclui a demissão de até 3 mil funcionários).
“Por serem medidas recentes, a companhia ainda não tem a dimensão exata dos custos e economias estimados em relação a tais fechamentos e reduções, razão pela qual não há informação a ser divulgada a esse respeito”, diz a empresa. “A companhia entende que o conteúdo da notícia não constitui fato relevante, uma vez que, até o momento, não há operação de obtenção de recursos financeiros, seja na modalidade DIP ou não, contratada ou aprovada e não há qualquer renegociação de prazos e obtenção de recursos definida ou aprovada.”



