Brasil tenta habilitar 30 novos frigoríficos para exportação de carne

Dentro deste grupo estão exportadores de bovinos (gado), avinos (frango), suínos (porco) e asininos (jumentos)

Valter Campanato/Agência BrasiValter Campanato/Agência Brasi

atualizado 23/05/2019 21:18

A missão à Ásia do Ministério da Agricultura (Mapa), realizada em maio, resultou na oportunidade para novos frigoríficos brasileiros serem avaliados pela China com o objetivo de obter autorização para exportar carne. A informação é da titular da pasta, ministra Tereza Cristina, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (23/05/2019) em Brasília.

O Ministério apresentou uma lista com 30 plantas frigoríficas que pretendem exportar para os chineses. Inicialmente, os representantes do governo brasileiro solicitaram a autorização de 78 frigoríficos.

No entanto, durante as tratativas com autoridades chinesas, foi sinalizada a intenção de abertura para avaliar 20. A ministra, então, relatou que solicitou aos chineses a ampliação do número para 30 plantas.

Deste total, seis já haviam sido vistoriadas, mas ainda não estão habilitadas. As outras 24 foram selecionadas a partir de um diálogo entre a equipe do Mapa e as associações do setor e não precisarão ser vistoriadas.

Dentro deste grupo estão exportadores de bovinos (gado), avinos (frango), suínos (porco) e asininos (jumentos).

“O Ministério vai fazer a conferência documental pra ver se todo mundo está pronto com todos os requisitos que a China tem nos pedido. Mas quem dá o aval é a China. Depois a negociação é entre os privados, entre pessoas na China que querem importar carne e os frigoríficos”, explicou a ministra.

Sem prazo
Não há, entretanto, um prazo para a resposta dos chineses. De acordo com a ministra, eles estipularam que a lista brasileira deveria ser enviada até hoje, mas não adiantaram quanto tempo levarão para analisar os exportadores.

Atualmente, mais de 50 plantas frigoríficas exportam para o país asiático, sendo mais de 35 trabalhando com aves, 16 com gado e 9 com porcos.

Outra demanda apresentada pela delegação brasileira na China foi a revisão do protocolo do milho. “Conseguimos a promessa que vão fazer essa revisão para que Brasil possa exportar”, informou Tereza Cristina.

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