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Cerca de R$ 1,5 bilhão foi separado pelo governo brasileiro para saldar um calote de US$ 433 milhões, em déficit da Venezuela. O montante é parte dos R$ 5 bilhões que o país vizinho deve ao Brasil por obras das construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa (empresas envolvidas na Operação Lava Jato).

De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, uma parcela R$ 935 milhões (cerca de US$ 275 milhões) venceu em janeiro e deve ser paga até 8 de maio.

O governo federal, no entanto, se antecipou e se preparou para o calote da parcela e das próximas duas que, juntas, somam R$ 536 milhões e vencerão em maio e setembro.

Brasil é fiador
Segundo a apuração da Folha, as autoridades venezuelanas sugeriram informalmente que não devem honrar o pagamento. Caso isso ocorra de fato, o país será visto como inadimplente. Isso fará com que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos privados brasileiros acionem o Fundo Garantidor de Exportações (FGE).

A parcela de janeiro deveria ser paga em junho, e as futuras, em outubro e fevereiro de 2019. Caso o calote se confirme, o Brasil quitará valores devidos ao BNDES e a instituições privadas por financiar obras  como o metrô de Caracas e Los Teques (comandadas pela Odebrecht). E o Tesouro Nacional, por meio do FGE, é o fiador.

A Venezuela pagou em janeiro, no último momento, a parcela de R$ 850 milhões vencida em setembro e isso evitou o calote. O recebimento ocorreu por meio de transferência de valores que a Venezuela tinha no Fundo Monetário Internacional (FMI), recurso já esgotado.

Moçambique é outro país que deixou de pagar o Brasil.

 

 

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