Bolsa cai mais de 1% e fecha terça no menor nível desde maio
Mercado está de olho na votação da reforma do Imposto de Renda. As críticas em relação ao texto não param de crescer
atualizado
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A bolsa de valores brasileira, B3, caiu 1,07% nesta terça-feira (17/8) e fechou aos 117.903 pontos. Trata-se do menor valor desde 4 de maio. O mercado acompanha de perto a reforma do Imposto de Renda, que deve ir à votação no plenário da Câmara.
Durante o dia, a bolsa chegou a atingir o menor nível desde 9 de abril, quando o índice foi aos 117,3 mil pontos.
As críticas em relação ao texto do relator, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), não param de crescer. A previsão é de que seja reduzida a arrecadação federal em R$ 23 bilhões, prejudicando estados e municípios que se beneficiam dos tributos.
Nesta manhã, a Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf), divulgou uma nota declarando que a proposta é “inadequada e não compensa as perdas dos municípios e estados”.
Na avaliação do órgão, caso o texto seja aprovado nas condições de Sabino, “as capitais e maiores cidades do país perderão cerca de R$ 1,5 bilhão, sendo aproximadamente R$ 800 milhões a menos do Fundo de Participação dos Munícipios (FPM) e, os R$ 700 milhões restantes, do IR sobre os rendimentos do trabalho”.
O mercado sentiu a pressão. Às 16h34, o Ibovespa cedia 1,45%, aos 117.451,49 pontos – na mínima do dia, caiu 2,46%, aos 116.247,81 pontos.
No exterior, o varejo norte-americano também trouxe preocupação. As vendas em julho recuaram 1,1% na passagem mensal, enquanto o mercado esperava estabilidade para o período. Em Nova York, a bolsa cedia a 1,03%, após cair perto de 2%.
“O desempenho aquém do esperado foi justificado pelos impactos da variante Delta (da Covid-19) na economia. Qualquer sinalização de retrocesso econômico acaba gerando uma correção”, afirmou Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, ao Metrópoles.
No final da tarde, entretanto, o presidente do Fed (Bancos federais, na sigla em inglês), Jerome Powell, ao ser questionado sobre essa possibilidade, acalmou o mercado e afirmou que o impacto da variante Delta sobre a economia ainda “não está claro”.















