BC: saldo de crédito sobe 2,2% e chega a R$ 5,17 trilhões em setembro
Nos últimos 12 meses, o houve crescimento de 16,8%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta quinta-feira (27)
atualizado
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Em setembro deste ano, o saldo das operações de crédito subiu 2,2% em setembro, chegando a R$ 5,17 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27/10), pelo Banco Central (BC).
Segundo o BC, o resultado de alta é reflexo dos incrementos de 2,6% no saldo das operações com pessoas jurídicas (R$2,1 trilhões) e de 1,9% com pessoas físicas (R$3,1 trilhões).
O relatório indica que, em 12 meses, o aumento no saldo total chegou a 16,8%.
O BC apontou ainda uma aceleração de 11,6% para 12% no crescimento interanual do crédito para empresas, em contrapartida à desaceleração de 20,5% para 20,3% no crescimento do crédito às famílias.
O saldo de crédito com recursos livres às empresas atingiu R$ 1,4 trilhão em setembro, com altas de 2,4% no mês e de 15,9% em doze meses.
Houve maior expansão do uso de cartões de crédito total (+15,5%), financiamento para aquisição de veículos (+2,9%); além de maior impulso de crédito livre para pessoas jurídicas no mês como em operações de desconto de duplicatas e outros recebíveis (+10,2%) e capital de giro com prazo superior a 365 dias (+0,6%).
Destaques
O saldo de crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 14,5 trilhões (153,6%) do produto interno bruto (PIB), com elevação de 1,5% no mês, aponta a nota Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O crédito ampliado a empresas atingiu R$ 5,1 trilhões (54,1%) do PIB, alta de 3,6% no mês, influenciada pelos aumentos de 4,4% na dívida externa e de 3,2% nos empréstimos.
No período de 12 meses encerrado em setembro, a elevação de 13,3% do crédito ampliado a empresas decorreu principalmente dos crescimentos de 33,2% em títulos de dívida e de 13,3% na carteira de empréstimos e financiamentos.
O crédito ampliado às famílias atingiu R$3,3 trilhões, equivalentes a 35,2% do PIB, em setembro, com aumentos de 2% no mês e de 19,3% em doze meses, em linha com o comportamento dos empréstimos do SFN.
