BC reduz taxa de juros Selic para 6,5% e abre chance de novo corte

Inflação abaixo das expectativas no mercado determinou a 12ª redução seguida na taxa de juros pelo Copom

atualizado

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Após a confirmação da inflação mais baixa, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira (21/3) o 12º corte consecutivo dos juros básicos da economia. A taxa Selic caiu 0,25 ponto porcentual e passou de 6,75% para 6,5% ao ano — o menor nível desde sua criação em 1996.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável pela decisão, também deixou aberta a possibilidade de um novo corte na próxima reunião, daqui a 45 dias, no dia 16 de maio.

Em comunicado divulgado junto da decisão, os técnicos do BC dizem que “o Comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional. O Comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas”. Essa visão, contudo, pode mudar, dependendo do cenário econômico. “Para a próxima reunião (a chance de queda nos juros) pode se alterar e levar à interrupção do processo de flexibilização monetária, no caso dessa mitigação se mostrar desnecessária”, diz a nota.

Em fevereiro, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 7,00% para 6,75% ao ano, no 11º corte consecutivo. Na ocasião, o grupo sinalizou que uma nova redução poderia ocorrer em março apenas se o cenário melhorasse e o risco diminuísse.

Desde então, as apostas do mercado mudaram bastante desde o encontro de fevereiro. Naquela ocasião, o comunicado sinalizava, segundo os economistas, que o Banco Central deveria ter encerrado o ciclo de queda da Selic.

Mas, no dia seguinte, o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ficou bem abaixo das expectativas no mercado e reacendeu entre as instituições a possibilidade de nova queda em março, agora confirmada. Isso porque o BC havia colocado justamente a manutenção da inflação baixa como uma condicionante que possibilitaria a continuidade dos cortes neste mês. Depois, a ata, segundo economistas, reforçou a possibilidade de nova flexibilização monetária.

Desde então, as surpresas de inflação consolidaram no mercado a expectativa de a Selic realmente iria a 6,5%, principalmente porque os núcleos e os serviços subjacentes continuam em níveis bastante confortáveis.

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