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Após registrar a maior queda em quase 10 anos na sexta-feira (8/6), o dólar teve um dia volátil nesta segunda-feira (11) e encerrou os negócios em leve alta, de 0,09%, cotado em R$ 3,7082. A elevação da moeda dos Estados Unidos no exterior ante as principais divisas de países desenvolvidos e emergentes ajudou a manter as cotações pressionadas aqui, sobretudo na parte da tarde, mesmo com a injeção de US$ 3,25 bilhões no mercado pelo Banco Central.

Os investidores aguardam eventos importantes pela frente, como o histórico encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que começa nesta terça (12) e deve decidir por nova alta de juros.

Cumprindo a promessa de injetar US$ 20 bilhões no mercado até a sexta-feira (15), o BC fez novo leilão extra de swap cambial nesta segunda e liberou mais US$ 2,5 bilhões em dinheiro novo no mercado, além dos US$ 750 milhões despejados diariamente.

O leilão foi pela manhã e fez as cotações do dólar caírem ao nível mínimo em duas semanas (R$ 3,67) por volta do meio-dia. A moeda abriu em alta e chegou a bater em R$ 3,73 no início dos negócios.

Em entrevista, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, evitou adiantar a estratégia para o câmbio na próxima semana, quando terminará esse lote adicional de swap. “Nosso objetivo tem sido o de estabilizar o mercado de câmbio. Não temos qualquer problema em usar as reservas internacionais”, disse ele.

Para o diretor de câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo, após despencar 5% na sexta-feira, era natural esperar um dia de ajustes hoje no mercado. Ele destaca as declarações de Goldfajn ao Broadcast, de que, se necessário, pode usar instrumentos como os leilões de linhas e as reservas internacionais, além dos swaps cambiais.

Bergallo avalia que as ações do BC no Câmbio desde quinta-feira (7) foram “contundentes”, derrubaram os preços do dólar e, agora, o mercado ajusta suas carteiras antes de eventos importantes desta semana e, ainda, com um pano de fundo de elevada indefinição nas eleições. Ontem, pesquisa do Datafolha mostrou que o cenário segue indefinido e um nome mais ao centro continua com dificuldade para decolar.

 

 

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