Auxílio emergencial: veja se você é um dos 3,8 mi que podem sacar R$ 1.200

Auxílio foi pago para mais de 57 milhões de brasileiros. Desses, 3,8 milhões de mães chefes de família receberam o benefício em dobro

atualizado 14/06/2020 8:30

O auxílio emergencial foi pago no valor de R$ 1,2 mil para 3,8 milhões de brasileiras, o que representa quase 7% do total de pessoas que receberam o benefício até o momento.

O auxílio de R$ 600 é pago em dobro às mães chefes de família, ou seja, mulheres que têm filhos e são a única responsável pela casa, como prevê a legislação do benefício.

A Caixa Econômica Federal pagou, ao todo, o auxílio emergencial para 57,1 milhões de brasileiros. Desses, 53,2 milhões receberam o beneficio no valor de R$ 600 cada parcela.

Os números fazem parte de levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles. A Controladoria-Geral da União (CGU) disponibilizou essas informações na semana passada.

O benefício emergencial foi criado para auxiliar famílias de baixa renda, desempregados, trabalhadores informais, autônomos e MEIs durante a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

O seu benefício

Para verificar se você tem direito ao benefício e qual a categoria na qual está inserido, é necessário seguir alguns passos simples.

O aplicativo da Caixa Econômica Federal que você tem que baixar é o “Auxílio Emergencial”. Lembre-se, baixe somente de lojas oficiais, como a Play Store e Apple Store. Para evitar que você caia em algum golpe, siga as orientações seguintes:

  • Para acessar pelo site, clique aqui
  • Passar baixar o aplicativo para celulares Android, clique aqui
  • Para baixar o mesmo app, só que em sistemas iOS, clique aqui
Após preencher o cadastro, você solicita o benefício que está de acordo com o seu perfil. Mulheres chefes de família têm direito ao valor em dobro.
Do Norte ao Nordeste

O estado com a maior porcentagem de mães chefes de família que receberam o auxílio no valor de R$ 1,2 mil foi Roraima, com 9,8% do total. Nessa unidade federativa, o benefício foi pago a 172 mil pessoas.

Aliás, os estados das regiões Norte e Centro-Oeste foram os que tiveram as maiores taxas de pagamentos a mães solteiras. Roraima é seguida de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Amapá.

A sequência é quebrada com Rio Grande do Sul, que aparece na sexta colocação entre os estados com a maior porcentagem de auxílios pagos no valor de R$ 1,2 mil. Distrito Federal é o nono, com 8%.

Na outra ponta da tabela, os estados da região Nordeste estão com as menores porcentagens. A última colocação é da Paraíba, com 5,2% do total, seguida de Piauí, Maranhão e Ceará.

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O professor de economia do Ibmec-DF, William Baghdassarian, que acompanha os dados ressalta a natureza transitória do benefício.

“É um programa bastante importante nesse momento. Apesar de 600 reais ser pouco, dá um mínimo de dignidade para que as pessoas consigam passar esse período sem passar fome”, avalia.

Preço alto

A recepcionista Joana D’Arc, de 45 anos, é uma das mães que recebeu R$ 1,2 mil do auxílio emergencial. A renda quase que dobrou, segundo ela, em comparação ao valor que recebia do Bolsa Família.

Moradora da zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), Joana faz parte das 407 mil mulheres que receberam o valor máximo do benefício emergencial no estado fluminense.

Ela é mãe de quatro filhos e se diz salva pelo auxílio. “Ajudou muito, mas as coisas estão muito caras. Um quilo de alho aqui no Rio de Janeiro está custando R$ 30”, se queixa.

A inflação do país tem apresentado resultado negativos, o que significa, em tese, que os preços estão diminuindo. Com as as pessoas passando mais tempo em casa, devido à quarentena, a venda de alimentos no mercado aumentou, assim como o preço. O grupo alimentação foi dos que tiveram as maiores elevações. A cebola, por exemplo, teve alta de 30% em maio deste ano.

Desempregada há cerca de três anos, Joana D’Arca teme ainda a proposta do governo federal de reduzir o valor do auxílio emergencial nas próximas parcelas.

“Por conta dessa pandemia eu deixei de fazer os meus bicos, e eu pago aluguel. Se baixar esse valor, vai ficar muito complicado. É tudo assim, muito preocupante”, finaliza.

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