Às vésperas da eleição, dólar chega a R$ 5,38 e bolsa opera em baixa

Incertezas sobre os rumos da economia global e a reta final da corrida eleitoral no Brasil colaboram para o sobe-desce do mercado

atualizado 26/09/2022 14:07

Dolar americano Thierry Dosogne/Getty

Em meio à aversão ao risco no exterior e com o Brasil a poucos dias do primeiro turno das eleições gerais, o dólar abriu em forte alta contra o Real nesta segunda-feira (26/9), e atingiu o maior patamar em quase dois meses. Até o momento, o maior crescimento foi registrado às 12h38, quando saltou 2,35%, negociado a R$ 5,3827. O Ibovespa também opera em queda.

Os mercados globais estão sob pressão diante do aperto monetário no exterior e das preocupações com a recessão. Na semana passada, foram anunciadas decisões sobre as taxas de juros dos Estados Unidos e do Brasil.

Enquanto isso, a reta final da corrida eleitoral no Brasil colabora para a cautela de investidores.

Como noticiou o Metrópoles na semana passada, o dólar encerrou a sexta-feira (23/9) a R$ 5,24, sendo a maior alta diária desde 22 de abril. O mercado repertiu as decisões dos principais bancos centrais a respeito dos juros.

Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em queda nesta segunda-feira (26). Às 13h20, o índice recuava 1,94%, a 109.547 pontos. Os números refletem o cenário internacional, de aversão a riscos.

Na sexta-feira, a bolsa fechou em queda de 2,06%, a 111.716 pontos, no maior patamar de alta diária desde abril deste ano. Com o resultado, o índice registrou alta de 2,23% na semana e de 2,00% no mês. No ano, a alta acumulada é de 6,58%.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária dos Estados Unidos (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), o “Banco Central” dos EUA, aumentou as taxas de juros básicas do país em 0,75 ponto percentual. Agora, ela vai oscilar entre 3% e 3,25%. É a quinta vez neste ano em que os juros são elevados.

Em território brasileiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a Selic em 13,75% ao ano. Apesar da deflação brasileira, foi considerado o cenário internacional “adverso e volátil” e a alta dos juros americanos para a decisão.

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