Arrecadação com royalties do petróleo pode chegar a R$ 118 bi em 2022
Antes da guerra na Ucrânia, em janeiro, o valor previsto era de R$ 77 bilhões até o fim do ano

Após arrecadação recorde em 2021 com royalties e participação do petróleo e gás extraído, a União, estados e municípios devem mais uma vez aumentar os cofres públicos neste ano, com estimativa de aumento em 58,9%. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), projeta-se uma arrecadação de R$ 118,7 bilhões.
Antes da guerra na Ucrânia, em janeiro, o valor previsto era de R$ 77 bilhões até o fim do ano. Essa revisão para cima é decorrente da alta do barril no mercado internacional, motivada pela guerra e das sanções impostas à Rússia após invadir a Ucrânia. O país é um exportador de peso de petróleo, gás e outras commodities.
Além do conflito na Europa, a alta do dólar frente ao Real contribuiu para a guinada ainda mais brusca este ano. A expansão da produção no pré-sal também corroborou nesse sentido.

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Ver todasNo ano passado, a receita dos royalties (alíquotas que variam entre 5% e 15%) e participações especiais (contribuições trimestrais com alíquotas progressivas para campos de alta volume de produção) foi impelida pelo dólar alto, somado ao preço elevado do petróleo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO barril do petróleo do tipo Brent, usado como parâmetro para a Petrobras, chegou a US$ 139 em março, maior valor desde 2008. O preço voltou a cair nas últimas semanas, mas, até sexta-feira (8/4), continuava acima dos US$ 100. Desde o início deste ano, o acumulado é de 30%.
Cerca de 60% dos royalties estão na mão dos estados e municípios produtores: São Paulo, Espírito Santo e, principalmente, Rio de Janeiro.
Existe o temor de que, devido ao calendário eleitoral, esses recursos não sejam aplicados em investimentos como saúde, educação, saneamento e meio ambiente, conforme prevê a lei.
A intenção dos royalties é financiar investimentos e políticas de longo prazo que desenvolvam um futuro independente do petróleo. Todavia, manobras fiscais para driblar a lei e usar o dinheiro para financiar gastos recorrentes são costumeiros.



