Anatel permite venda da Oi Móvel para consórcio da TIM, Claro e Vivo
Agência estipulou condicionantes para concorrentes. Empresa de telefonia atravessa processo de recuperação judicial

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a venda de ativos da Oi Móvel para o consórcio formado por concorrentes da empresa. As operadoras TIM, Claro e Vivo (representada pela empresa Telefônica) deverão, no entanto, seguir algumas condicionantes durante o processo.
Todas as fases de migração dos clientes da Oi para o consórcio devem seguir diretrizes apontadas pela Anatel. As companhias precisam, por exemplo, ter canais para o esclarecimento de dúvidas, direito à portabilidade e privacidade de dados e oferecer planos de telefonia semelhantes.
As empresas são impedidas de realizar migração imediata ou cobrar taxa de ônus contratual. Entre as condicionantes impostas estão:
- criação de plano de transferência dos números da Oi;
- acabar com as sobreposições de frequência em prazo máximo de 18 meses;
- apresentar garantias sobre os compromissos de abrangência pendentes de atendimento;
- apresentar compromissos que viabilizem o atendimento das metas do Plano Geral de Universalização; e
- manter-se atualizada nos fiscos estaduais, federais e municipais.

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Ver todasO tema, que se arrasta desde o final de 2020, seria decidido na última sexta-feira (28/1), mas o conselheiro Vicente Aquino solicitou vista do processo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA venda da Oi Móvel, responsável pelos serviços de telefonia móvel da empresa, faz parte do processo de recuperação judicial da companhia. Os ativos foram comprados por R$ 16,5 bilhões pelo grupo formado pela TIM, Claro e Telefônica, em leilão realizado em dezembro de 2020.
O processo de vendas precisa ser autorizado pela Anatel e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).



