Ainda na pandemia, parques de diversão reabrem com cuidados reforçados

Por conta da quarentena e distanciamento social provocados pelo coronavírus, o faturamento do setor foi reduzido a zero durante alguns meses

atualizado

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1 de 1 parque-tematico - Foto: Matt Bowden/Unsplash

Medidas de segurança sempre foram comuns nos parques de diversão, como ter a altura necessária para curtir determinado brinquedo ou apertar bem o cinto na hora da montanha-russa e do bate-bate. Mas essas normas ficarão mais rigorosas: ainda durante a pandemia causada pelo coronavírus, os parque se preparam para reabrir ao público e ao lado dos visitantes virão também novas recomendações de cuidados.

Com um prejuízo estimado em mais de R$ 122 bilhões devido à pandemia, de acordo com os dados de Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, o setor vê alguns parques reabrindo suas portas ao público. E as regras do uso de máscaras e álcool em gel, até mesmo para os parques aquáticos, se tornaram obrigatórias.

É o que ressalta a diretora de Marketing e Conteúdo do Beach Park, localizado em Fortaleza (CE), Clarisse Linhares: “Nós reabrimos no início do mês de uma forma gradual para testar os novos protocolos e procedimentos”.

Clarisse ressalta que, além dos visitantes terem que seguir as recomendações, os funcionários do parque também estão empenhados. “Temos equipe treinada para ajudá-los caso haja alguma dúvida. No Beach Park, todas as boias utilizadas nos brinquedos do parque aquático, assim como os demais acessórios e mobiliários, passam por constante higienização”.

Ela se mostra bastante entusiasmada com a retomada das atividades e garante que o público começou a voltar. “Temos visto o movimento crescer em todas as nossas operações, mas dentro dos novos percentuais de ocupação permitidos. Nesse início, nossa expectativa é ter primeiro o turista local, depois o regional, nacional e por último o internacional. Sabemos que o caminho é longo, mas estamos otimistas”, diz Clarisse.

Fila virtual

Após fechar no dia 21 de março, o parque Beto Carrero World, localizado em Santa Catarina, reabriu as portas ao público no dia 21 de junho. E adotou uma medida que previne as aglomerações: a fila virtual, uma modalidade na qual o visitante cadastra o passaporte e depois escolhe as atrações e os horários. Cada pessoa pode agendar três atrações por dia.

Após uma grande polêmica relacionada à aglomeração, no dia da abertura, a assessoria do Beto Carrerro assegura: “Todos os procedimentos de limpeza e higiene, que na verdade já são tradição do parque, foram reforçados”.

“Quando o visitante tira a máscara por alguns minutos para comer ou beber uma água, ou quando a família está toda reunida, nossos colaboradores trabalham como fiscais para que todas as medidas sejam respeitadas e principalmente seguidas”, reforça o parque.

Uma nota enviada também afirma que, para entrar no parque, o visitante precisa passar por um nebulizador com água ozonizada.

Ajuda governamental

A presidente da Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra), Vanessa Costa, explica, que durante esta pandemia, o faturamento do setor foi reduzido a zero, para todos os associados.

“Já passam de cinco meses e as empresas estão em uma situação crítica e precisamos de ajuda governamental para conseguirmos manter milhares de empregos diretos e indiretos que dependem do nosso setor”, afirma Vanessa.

“Temos em nossos quadros mais de 150 mil funcionários em todo o território nacional, que não sabem absolutamente quando retornam, e se retornam, ao trabalho. Nossa expectativa é que consigamos retomar de maneira segura e responsável nossas atividades”, acrescenta a presidente da Adibra.

Abertura gradativa

O Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) reúne 32 associados entre parques e atrações. Atualmente, 17 deles estão aberto. “Esse número pode mudar, porque acompanha as autorizações dos governos municipais e estaduais”, informa em nota enviada ao Metrópoles.

“Também há aberturas previstas, como a do diRoma e Acqua Park, em Rio Quente (GO), no próximo dia 28, e do Parque Vila Velha, no Paraná, no início de setembro”, diz a nota.

O Sindpat também alerta que é necessária a prorrogação da Lei 14.020, responsável pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

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Com um prejuízo estimado em mais de R$ 122 bilhões devido à pandemia, de acordo com os dados de Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, o setor vê alguns parques voltarem a funcionar
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Com um prejuízo estimado em mais de R$ 122 bilhões devido à pandemia, de acordo com os dados de Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, o setor vê alguns parques voltarem a funcionar

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