
Durigan sobre Flávio: ninguém entendeu de onde virá corte de R$ 200 bilhões
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a proposta de ajuste fiscal apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a proposta de ajuste fiscal feita pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que supostamente prevê em ajuste fiscal na casa dos R$ 200 bilhões nos gastos públicos.
Durigan afirmou que não existe nenhum detalhamento de como isso será feito.
“Ninguém entendeu como vai acontecer esse corte de R$ 200 bilhões, ninguém com quem eu conversei entendeu”, disse.
O ministro afirmou que, caso aconteça, esse ajuste pode impactar diretamente áreas sociais, como educação, saúde e meio ambiente, já que com o corte de verbas, esses departamentos ficariam sem investimentos.

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Ver todasDurigan disse também que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro nunca fez ajuste fiscal, apenas deu calote nas despesas e entregou um déficit nas contas públicas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“No governo Bolsonaro, não foi feita nenhuma correção de ajuste fiscal. Inclusive, o risco país piorou, o endividamento público piorou, quando você toma o começo e o fim do governo Bolsonaro”, disse em entrevista à CNN Brasil.
O ministro também refutou as criticas sobre os gastos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o governo já adotou diversas medidas de contenção de despesas, citando o bloqueio de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2025 e os R$ 16 bilhões congelados este ano.
Ele afirmou também que o governo tem apostado no corte linear de 10% nos benefícios tributários. De acordo com ele, durante a gestão do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), o Brasil teve melhora no grau de investimento e nas notas de crédito, além de entregar equilíbrio nas contas públicas.
“Quem organizou as contas públicas foi o governo Lula. O aumento do endividamento público decorre dos juros, não da politica fiscal do governo. O que estamos prometendo daqui pra frente? Não é ilusão, estamos entregando superávit, mas não dando um tiro no futuro, não falando que vai fazer um corte de R$ 200 bilhões sem explicar como isso será feito”, afirmou.



