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Durigan diz que Flávio quer "modelo Milei" e vende ilusão ao mercado

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o candidato à Presidência Flavio Bolsonaro (PL) vende ilusão ao mercado financeiro

08/10/2026 16:52, atualizado 08/10/2026 17:10
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
Durigan diz que Flávio quer “modelo Milei” e vende ilusão ao mercado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quinta-feira (8/10), que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vende uma ilusão ao mercado financeiro e quer adotar no Brasil o modelo que o presidente da Argentina, Javier Milei, adotou no país vizinho.

De acordo com ele, a campanha de Flávio não tem propostas concretas de ajuste fiscal, mas o mercado financeiro tem comprado o discurso de endurecimento das regras.

Durigan, que também é porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avaliou que Flávio quer usar o modelo de Milei, que segundo ele, respondeu com ansiedade a demanda do mercado, mas comprometeu o equilíbrio da economia argentina.

“Basta olhar o modelo que o Flávio está inspirado, que é o modelo Milei, que é o modelo que quer responder com ansiedade a essa demanda única do mercado com relação a dívida, que nós temos que enfrentar, mas temos que enfrentar olhando para a economia do país como um grande corpo, mas é um corpo orgânico, não adianta querer tratar com medicamento de alta dosagem o tema do endividamento público e não olhar para o crescimento, para o emprego, para a balança comercial”, disse em entrevista à CNN Brasil. 

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De acordo com Durigan, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é pai de Flávio, não houve nenhuma medida concreta de ajuste fiscal, mas sim calote em precatórios e déficit nas contas públicas.

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“Quem organizou as contas públicas foi o governo Lula. O aumento do endividamento público decorre dos juros, não da politica fiscal do governo. O que estamos prometendo daqui pra frente? Não é ilusão, estamos entregando superávit, mas não dando um tiro no futuro, não falando que vai fazer um corte de R$ 200 bilhões sem explicar como isso será feito”, afirmou.

O ministro destacou que o governo não é gastador, mas trabalha com responsabilidade fiscal e já adotou diversas medidas de contenção de despesas, citando o bloqueio de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2025 e os R$ 16 bilhões congelados este ano.

Ele afirmou também que o governo tem apostado no corte linear de 10% nos benefícios tributários. De acordo com ele, durante a gestão do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), o Brasil teve melhora no grau de investimento e nas notas de crédito, além de entregar equilíbrio nas contas públicas.

“Agora, você vai procurar previsibilidade na família Bolsonaro? É isso que nós estamos depositando as fichas do futuro do país? Me parece muito incongruente em quem sempre pede estabilidade, previsibilidade, mudanças estruturais em termos de reforma para o país”, disse.