Dosimetria segue travada no Congresso mesmo com Bolsonaro preso

Rompimento entre Hugo Motta e Sóstenes Cavalcante posterga eventual votação do projeto; bolsonaristas exigem anistia aos condenados

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputado Sostenes Cavalcante PL-RJ e Hugo Motta Republicanos-PB projeto de decreto legislativo PDL que derruba o aumento do Imposto sobre Operacoes Financeiras IOF – Metropoles 2
1 de 1 Deputado Sostenes Cavalcante PL-RJ e Hugo Motta Republicanos-PB projeto de decreto legislativo PDL que derruba o aumento do Imposto sobre Operacoes Financeiras IOF – Metropoles 2 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O rompimento do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), deve postergar ainda mais a votação do Projeto de Lei da Dosimetria. A oposição enfrenta outro desafio: os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não abrem mão de uma anistia “ampla a irrestrita” aos condenados pela trama golpista.

Agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve assumir a articulação da proposta com o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Bolsonaro começou a cumprir pena nessa terça-feira (26/11) na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde estava preso preventivamente desde sábado (22/11). O ex-mandatário foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de reclusão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


  • O rompimento entre Motta e Sóstenes deve adiar a votação do Projeto de Lei da Dosimetria, enquanto aliados de Bolsonaro não abrem mão da anistia aos condenados pela trama golpista;
  • O senador Flávio Bolsonaro deve assumir a articulação da proposta junto ao relator, Paulinho da Força, após Bolsonaro iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses;
  • O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e parlamentares se reuniram em Brasília, com Flávio afirmando que reduzir penas, como propõe o relator, está fora de cogitação;
  • Tentativas de acordo entre Flávio e Paulinho terminaram sem consenso; Motta havia sinalizado retomada do debate, mas o desgaste político torna difícil qualquer avanço antes do ano pré-eleitoral.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e parlamentares da sigla se reuniram na segunda-feira (24/11), em Brasília. Após o encontro, o senador Flávio afirmou a jornalistas que está fora de cogitação discutir a redução das penas, como propõe o relator.

Segundo o Metrópoles noticiou, na coluna do Igor Gadelha, Flávio se reuniu com Paulinho em busca de um acordo para o texto ser votado o quanto antes. O encontro, porém, terminou sem consenso.

Antes de Bolsonaro ser preso, Motta chegou a sinalizar positivamente a retomada do debate sobre a proposta. No entanto, diante do desgaste enfrentado, tanto popularmente quanto entre os pares — intensificado pela aprovação de textos como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem —, é pouco provável que ele queira se indispor em um ano pré-eleitoral.

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