Doria entrega Museu da Língua Portuguesa reconstruído após incêndio

Museu está fechado desde 2014, quando foi atingido por incêndio; segundo Doria, Bolsonaro ignorou convite para reabertura

atualizado 31/07/2021 15:01

joão DoriaFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), entregou nesta quinta-feira (29/7) o Museu da Língua Portuguesa reconstruído depois de ter sido atingido por um incêndio em 2015. A reabertura à visitação do público está marcada para este sábado (31/7), na Praça da Luz, região central de São Paulo.

O ingresso vai custar R$ 20 e o endereço vai ficar aberto de segunda a domingo.

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Na época em que o museu foi parcialmente destruído, o então secretário municipal da Cultura, Nabil Bonduki, afirmou que a tragédia era “devastadora para a cultura brasileira”.

Reinauguração

Ao entregar a obra, o governador afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ignoraram convite para comparecer à cerimônia de reinauguração. No entanto, o ex-presidente Lula enviou uma carta ao governador na qual, além de enaltecer o museu, agradeceu “imensamente” o convite e disse que “infelizmente” não poderá comparecer.

“Aproveito para parabenizá-lo e a todos os envolvidos no projeto de reconstrução, de arquitetos a operários”, diz trecho da carta.

Segundo Doria, o convite foi feito a todos os ex-presidentes, além do mandatário atual do país, e apenas Michel Temer (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (MDB) aceitaram. “A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) mandou uma carta atenciosa e carinhosa para dizer que não poderia comparecer. Os demais simplesmente ignoraram”, disse.

Também estão previstas para a cerimônia de reinauguração do museu a presença dos presidentes de Portugal e de Cabo Verde, Marcelo Rebelo de Sousa e Jorge Carlos Fonseca, respectivamente, além dos representantes diplomáticos dos países que falam a língua portuguesa.

Doria fez menção à gestão do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), na qual foram captados os R$ 85 milhões via Lei de Incentivo à Cultura para a restauração. Entre as empresas que participaram da reconstrução, estão a Fundação Roberto Marinho, a Sabesp e a Fundação Calouste Gulbenkian.

 

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