Doria diz que cortará o ponto de professores que não voltarem às escolas

Escolas estaduais de São Paulo dão início ao retorno às aulas presenciais em esquema de rodízio. Retomada será de forma gradativa

atualizado 08/02/2021 15:50

Estudantes chegam na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte de São Paulo, nesta manhã de segunda-feira (08). Hoje da o início as aulas presencias na rede estadual de ensino.Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta segunda-feira (8/2) que cortará o ponto de professores que não retornarem à sala de aula. Segundo o governador, medidas foram tomadas para garantir a volta às aulas presenciais de forma segura a partir de hoje.

Na sexta-feira (5/2), os professores da rede estadual de ensino de São Paulo anunciaram que entrariam em greve a partir desta segunda. A decisão ocorreu após assembleia virtual da Apeoesp, sindicato que reúne professores e profissionais da educação da rede pública estadual. Os docentes pedem prioridade na vacinação contra a Covid-19.

“Professores que não forem dar as suas aulas poderão perder a sua remuneração com corte de ponto. Não há justificativa para medidas individuais que não sigam a orientação da Secretaria da Educação”, afirmou o governador.

Doria disse que não há nenhuma razão para “impedir, limitar ou restringir a presença de professores nas escolas em São Paulo”. “Os alunos precisam voltar e os pais, na sua imensa maioria, também querem os alunos de volta à escola. E isso está sendo feito de forma absolutamente segura”, afirmou.

As escolas estaduais de São Paulo começaram o retorno às aulas presenciais em esquema de rodízio. A retomada será de forma gradativa. Cerca de 3,3 milhões de alunos, que estudam em 5.100 unidades do estado, podem voltar às aulas com parte do ensino virtual e parte na escola presencialmente.

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Recepção

Na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte da capital paulista, pais e crianças foram recebidas por três funcionárias que faziam a medição de temperatura na entrada da unidade. Para voltar às sala de aula, o nome da criança precisava estar em um das listas.

Antes da abertura dos portões, às 7h, um pequeno grupo de pais e filhos aguardava ansioso a retomada das aulas na porta da escola.

É o caso da supervisora Gislei Macedo e do filho Breno, de 5 anos. Segundo ela, a escola passou bastante segurança em relação às informações sobre os protocolos de prevenção contra Covid-19 adotados.

“A gente se sente segura e ele também está bem informado e empolgado. É importante. Em casa eles, eles não têm tanto aprendizado como na escola. Os professores são preparados, têm um meio certo de ensinar. A gente tenta em casa, mas não é igual a escola”, disse.

A boliviana Maribel Molica, que está desde novembro passado no Brasil, levou a filha Mariana, 8 anos, pela primeira vez à escola do Bom Retiro.

“É a primeira vez que ela está vindo a essa porque ela estava estudando lá Bolívia. Em casa ela não aprende nada, não temos tempo, tenho que trabalhar… É melhor deixar na escola. Ela só fala espanhol”, diz a costureira.

O retorno presencial está condicionado à autorização das prefeituras. Mesmo nos municípios autorizados, a presença dos alunos nas escolas não é obrigatória nas regiões que estejam na fase vermelha, laranja ou amarela do Plano São Paulo, mas as unidades poderão permanecer abertas e com atividades nessas etapas.

Na rede estadual, neste início do ano letivo, a presença é limitada a até 35% dos alunos matriculados. Nas regiões na fase amarela, escolas privadas podem ter até 70% dos alunos em sala de aula.

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