Doria confirma ida de Bolsonaro à China e diz que acompanhará viagem

Além da China, o governador confirmou viagem do presidente a Nova York e os chefes conversaram sobre a privatização do Porto de Santos

atualizado 23/04/2019 16:11

Rafael Arbex/Agência Estado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), confirmou viagem com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) à China dos dias 3 a 10 de agosto, onde vai ser inaugurado o escritório comercial de São Paulo no País. A líder do governo no Congresso Nacional, Joice Halssemann (PSL-SP) acompanhará a incursão ao lado de ministros do governo.

Segundo Doria, esse é um passo “importantíssimo” para a melhora econômica e pode impulsionar os planos de privatização de empresas públicas. “O escritório  é um passo importantíssimo para geração de negócios para o estado de São Paulo, incluindo os programas de desestatização, como hidrovias, ferrovias e portos, além de investimentos no agronegócio e no setor de indústria, comércio, serviço e tecnologia”, disse o governador.

De acordo com o tucano, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ainda irá definir o roteiro da viagem, mas já está definido que ela terá início em Pequim e terminará em Xangai.

Doria encontrou-se com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (23/04/19), após a 10ª reunião ministerial do governo. Na ocasião, o chefe do executivo confirmou a ida a Nova York dos dias 13 a 15 de maio, como homenageado na Brazilian Week, onde ele receberá o prêmio de personalidade do ano. Quem entregará a premiação ao presidente será o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Ainda em Nova York, Bolsonaro irá participar de cerimônia no Metropolitan Club, evento organizado por empresários brasileiros, que contará com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Outras definições
Na ocasião, Doria e Bolsonaro conversaram a respeito da privatização do Porto de Santos, em São Paulo. “Foi muito importante ver uma posição clara a favor do maior porto brasileiro, que vai permitir novos investimentos”, avaliou.

Doria também informou que ficou definida a liberação da pista do Campo de Marte, aeroporto federal em São Paulo – que passou ao poder federal após a revolução paulista de 1932 – que deixará de operar apenas para pequenas aeronaves e se tornará um parque público, com a construção de um colégio militar e do Museu aeroespacial brasileiro.

Por último, o governador informou que foi discutido com Bolsonaro a manutenção do Museu do Ipiranga, que passará por um investimento privado de R$160 milhões para sua recuperação. “É o museu brasileiro mais importante”, comentou.

Além do governador, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes; o ministro da Cidadania, Osmar Terra; o ministro da secretaria de governo da presidência, Santos Cruz; o secretário da fazenda, Henrique Meirelles; e o secretário escritório estado de São Paulo em Brasília, Antonio Imbassahy.

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