Dominguetti e ONG tentaram negociar venda de vacinas a outros países
Documentos com propostas estavam em celular do PM e vendedor de vacinas, apreendido pela CPI da Covid
atualizado
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Luiz Paulo Dominguetti Pereira e a associação Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah) negociaram a venda de vacinas contra a Covid-19 para outros países, como Paraguai, Honduras e Angola. A informação é da Folha de S.Paulo.
O celular de Dominguetti foi apreendido durante depoimento na CPI da Covid no Senado. Nele foram encontrados documentos enviados por mensagem que mostram as tratativas nas quais são oferecidas doses da vacina russa Sputnik V ao governo do Paraguai.
Quem viabilizaria a importação seria a farmacêutica goiana Cifarma.
Em outros documentos, o líder da Senah, reverendo Amilton, oferece por meio do fabricante americano Latin Air Support doses da vacina da AstraZeneca aos ministérios da saúde de Angola e Honduras.
Dominguetti é um policial militar de Minas Gerais que atuava como representante da empresa Davati Medical Supply. Ele afirmou em entrevista à Folha que, em 25 de fevereiro, o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pediu a ele propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.
Dias, que foi exonerado do cargo horas depois da publicação da entrevista, confirma o encontro, mas nega que tenha havido pedido de propina ao vendedor.
