Eleição 2026

Disputa pelo Senado em SC expõe racha no PL e pressiona Carol de Toni

Deputada federal sinaliza que pode se filiar ao Novo para concorrer ao Senado por Santa Catarina nas eleições de outubro

atualizado

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Deputada Carol de Toni e vereador Carlos Bolsonaro querem vaga ao Senado
1 de 1 Deputada Carol de Toni e vereador Carlos Bolsonaro querem vaga ao Senado - Foto: Arte/Metrópoles

A disputa pelas duas vagas do Senado Federal por Santa Catarina provocou um racha na direita catarinense e deve resultar na saída da deputada federal Caroline de Toni do Partido Liberal (PL).

Como Santa Catarina foi um dos estados mais bolsonaristas do país nas eleições de 2022, a expectativa dos partidos de direita é que as duas cadeiras do Senado fiquem com políticos do campo. No entanto, ainda há mais candidatos do que vagas disponíveis, e o apoio do Partido Liberal e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tornaram-se centrais no pleito.

O imbróglio pelas cadeiras começou a partir do anúncio da pré-candidatura do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado por SC. A entrada do filho de Jair Bolsonaro na disputa colocou em risco um acordo do PL, que até então planejava lançar Caroline de Toni para uma das vagas e apoiar um nome do PP para a segunda cadeira.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez uma proposta para que Caroline de Toni abandonasse à pré-candidatura ao Senado: concorrer como vice-governadora de Jorginho Mello (PL-SC), candidato à reeleição.

Antes disso, Jorginho já havia oficializado o convite ao prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para compor a chapa como vice na disputa pelo governo em 2026.

Segundo apurou o Metrópoles, De Toni teria se sentido “enrolada” tanto por Jorginho quanto por Valdemar. A deputada decidiu rejeitar a proposta e comunicou ao presidente do PL sobre a decisão de deixar a sigla


Carlos Bolsonaro na disputa

  • O impasse começou após o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) anunciar, no fim de 2025, que é pré-candidato a uma vaga no Senado por Santa Catarina, com o aval do pai.
  • O anúncio provocou reações entre lideranças locais. A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) foi uma das primeiras a se manifestar contra a iniciativa. Segundo ela, o apoio do PL às duas vagas ao Senado no estado já teria nomes previamente definidos.
  • Antes mesmo do anúncio de Carlos, Caroline de Toni já se colocava como pré-candidata ao Senado. Além dela, Jorginho Mello , responsável por articular os apoios da coligação, já havia sinalizado respaldo ao senador Esperidião Amin (PP-SC).
  • Com a entrada de Carlos na disputa, o cenário político se tornou mais instável e gerou desconforto entre aliados.

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Deputada Carol de Toni e vereador Carlos Bolsonaro querem vaga ao Senado
Carol De Toni visita Jair Bolsonaro
Valdemar Costa Neto, presidente do PL
Governador Jorginho Mello respondeu crítica de Carol de Toni sobre vagas para o Senado
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Governador Jorginho Mello respondeu crítica de Carol de Toni sobre vagas para o Senado

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Deputada Carol de Toni e vereador Carlos Bolsonaro querem vaga ao Senado
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Carol De Toni visita Jair Bolsonaro
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Carol De Toni visita Jair Bolsonaro

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Valdemar Costa Neto, presidente do PL
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Valdemar Costa Neto, presidente do PL

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Vai para o Novo?

O partido Novo chegou a formalizar um convite para que a deputada dispute o Senado pela sigla. De Toni e o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, se reuniram, mas as conversas não avançaram diante da indefinição da parlamentar.

O Metrópoles também apurou que o partido aguarda uma definição desde o fim de 2025. Ribeiro teria deixado “as portas abertas” para a deputada, que ainda não deu uma resposta definitiva.

Ainda assim, aliados afirmam que ela sinaliza a intenção de se filiar ao Novo para disputar o Senado por Santa Catarina nas eleições de outubro.

Resistência de prefeitos catarinenses

Um grupo relevante de prefeitos do estado tem se manifestado publicamente contra a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.

Entre os argumentos, está a avaliação de que o político não teria vínculo suficiente com o estado para defender as pautas locais com o mesmo engajamento. Também é citado o que classificam como “oportunismo eleitoral”, diante da força do sobrenome Bolsonaro entre parte do eleitorado catarinense.

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