Diretor do Butantan diz que suspensão de testes não afetou estudos da Coronavac

Dimas Covas, todavia, afirmou que não havia a necessidade de a Anvisa suspender testes, vide se tratar de problema não relacionado à vacina

atualizado

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Dimas Covas, presidente ButantanColetiva de imprensa sobre a decisão da Anvisa de suspender os testes com a Coronavac
1 de 1 Dimas Covas, presidente ButantanColetiva de imprensa sobre a decisão da Anvisa de suspender os testes com a Coronavac - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta sexta-feira (13/11) que a interrupção dos testes da Coronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan, “não teve efeitos práticos sobre o estudo”, apenas política pela forma como ocorreu.

“Sou grato à Anvisa por essa agilidade, pela compreensão, e os estudos foram retomadas. Os estudos prosseguem. Essa suspensão temporária não teve efeitos práticos sobre a estudo. Na verdade, os efeitos maiores foram políticos pela forma como aconteceu”, declarou Covas, em audiência pública na Comissão Mista sobre a Covid-19.

O diretor do Butantan, todavia, afirmou que não havia a necessidade de a Anvisa interromper os estudos, visto que houve a comunicação de “evento adverso” não relacionado à vacina assinado e atestado pelos pesquisados do centro e dos comitês de ética, e não “reação adversa”.

“Não é atribuição da Anvisa cuidar, em primeiro lugar, da segurança dos estudos, mas cuidar do processo. Se está sendo feito de forma adequada. A segurança do estudo clínico é atribuição do pesquisador e do centro de pesquisa”, explicou.

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Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que desenvolveu a Coronavac em parceria com laboratório chinês Sinovac
Diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres
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Testes de vacinas contra Covid-19
Coletiva da Anvisa sobre suspensão dos testes da Coronavac
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Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que desenvolveu a Coronavac em parceria com laboratório chinês Sinovac
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Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que desenvolveu a Coronavac em parceria com laboratório chinês Sinovac

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Confidencialidade

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, lamentou sobre o vazamento acerca da morte do voluntário. O diretor do Butantan, todavia, afirmou também que não saiu do instituto a causa da morte da pessoa. A imprensa noticiou que o voluntário teria cometido suicídio.

“Os dados sobre a pessoa não foram oferecidos nem pelo centro de pesquisa em que o evento aconteceu e nem pelo Butantan. Não teve relação com quebra de confidencialidade. Sabemos da responsabilidade que temos sobre a confidencialidade e a questão ética com os candidatos”, disse.

Suspensão

A Anvisa suspendeu testes da Coronavac na última segunda-feira (9/11), após saber que um voluntário teria morrido. O Butantan afirma ter explicado à Anvisa que o óbito não estava relacionado à vacina. Após dados do comitê internacional, a agência reguladora autorizou a retomada dos estudos na quarta-feira (11/11).

Covas lamentou ter recebido a informação sobre a suspensão pela imprensa. O diretor-presidente Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou que o ofício foi enviado ao instituto antes de ser disponibilizado no site da agência. “Enviamos o ofício ao instituto e só 40 minutos depois publicamos a informação em nosso site”, declarou.

Mas, após a suspensão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi às redes sociais comemorar o fato e disse ter ganho mais uma contra o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

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