Respeito às leis atrai investidores, dizem gestores do setor portuário

Para Patrício Júnior, é necessário que haja segurança jurídica e respeito às regras de competição no ambiente de negócio do setor portuário

atualizado 10/04/2021 11:22

Hugo Barreto/Metrópoles

Segurança jurídica e respeito às regras de competição no ambiente de negócio do setor portuário brasileiro são as preocupações pontuadas pelo diretor da América Latina da companhia Terminal Investment Limited (TIL), Antônio José de Mattos Patrício Júnior. O executivo defendeu o “respeito às leis” para atrair maiores investimentos na área dos portos.

Ele acompanhou o webinar de lançamento do Projeto de Avaliação Concorrencial nos Setores de Portos e Aviação Civil no Brasil, realizado na manhã de quinta-feira (8/4), pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Patrício Júnior, que também preside os conselhos de administração das operadoras Brasil Terminal Portuário (BTP) e Portonave, destaca que a previsibilidade legal e o respeito às leis são pilares de políticas para atração de investimentos.

“Nosso setor, todos sabem, investe com horizonte de 25, 30 anos de operações, de crescimento, de capacitação, de modernização permanente. Então, não podemos conviver com medidas retrógradas e que interfiram nos planos de negócios. Isso garantido, a previsibilidade legal, o respeito às leis existentes, nós e muitos outros empresários do setor irão investir mais e mais nas operações portuárias, na conquista de novos mercados e clientes, na expansão e melhoria da qualidade e eficiência dos portos”, garantiu.

Patrício Júnior também ressaltou a necessidade de superar o conflito existente entre competências de diversos órgãos no ambiente institucional brasileiro. Para ele, há uma sobreposição de atuações de tais instituições que acabam por impactar o potencial de crescimento do Brasil.

“Esta iniciativa certamente contribuirá para o fortalecimento dos mecanismos próprios de equilíbrio do mercado através da livre concorrência. A crença na capacidade empreendedora dos agentes econômicos e na eficiência dos mercados em prover os melhores serviços e produtos ao cidadão está presente e é extremamente valorizada naqueles países que fazem parte da OCDE e onde também temos operações portuárias, resta trabalhar para avançar na direção. Fico muito feliz em poder participar deste evento conjunto porque represento um grupo econômico que acredita na sociedade brasileira e nas oportunidades presentes no Brasil”, afirmou o investidor.

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