Dilma cobra providências urgentes das controladoras da mineradora Samarco
Dilma quer que as empresas arquem com todos os custos de atendimento à população

A presidente Dilma Rousseff cobrou, por telefone, dos presidentes das empresas controladoras da mineradora Samarco, responsável pelas duas barragens que se romperam inundando com lama tóxica a região de Mariana (MG) e chegando a atingir o Espírito Santo, providências urgentes para atendimento às famílias desabrigadas e solução dos problemas ambientais. Dilma quer que as empresas arquem com todos os custos de atendimento à população, inclusive os imediatos, de fornecimento de água, além da reconstrução de casas e estradas. A informação foi prestada pelo Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, que disse ainda que tanto o presidente da Vale, Murilo Ferreira, quanto o CeO da BHP, Andrew Mackenzie, empresas controladoras da mineradora Samarco, se mostraram dispostos a atender os pedidos do governo brasileiro e arcar com todos os prejuízos.

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Ver todasCom uma semana de atraso, a presidente Dilma irá sobrevoar nesta quinta-feira, 12, pela manhã, primeiro a região de Mariana e depois as de Governadores Valadares, em Minas, e depois a de Colatina, no Espírito Santos. O ministro Occhi informou que a presidente Dilma assinará uma portaria criando um “comitê gestor” para avaliar todo o impacto social e ambiental do desastre ocorrido com o rompimento das barragens. O governo federal quer ainda que as controladoras sejam obrigadas a pagar multas pelos prejuízos causados. Além das multas, serão estudadas outras sanções.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCom as cobranças, a presidente Dilma quer evitar que os custos dos problemas causados pelo rompimento das barragens recaiam sobre o governo federal. O governo se ofereceu, no entanto, para dar início a uma estratégia para suprir a população de água, que também terá de ser ressarcida pelas empresas. Não há ainda um valor estimado dos prejuízos e da necessidade de investimentos para recuperação dos locais afetados, de acordo com o ministro. “É importante que haja todo um esforço para uma pronta resposta no menor tempo possível”, disse à presidente aos controladoras das barragens. Segundo o ministro, eles se mostraram dispostos a dar as respostas e apresentar um plano para que possa avaliar todos os impactos rapidamente.



