Desemprego atinge mais de 12 milhões de pessoas e é o maior desde 2012
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12% no trimestre encerrado em dezembro de 2016, de acordo com dados do IBGE

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12% no trimestre encerrado em dezembro de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta terça-feira (31/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país registrou patamar recorde de desempregados, com um total de 12,3 milhões de pessoas em busca de uma vaga, maior taxa da série histórica (2012).
O dado, entretanto, ficou dentro das expectativas de analistas, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,6% e 12,1%, com mediana de 11,9%.
O resultado significa que há mais 3,3 milhões de desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 36%. Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 2,1% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 2 milhões de postos de trabalho.Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 4,8%, com 481 mil empregados a mais. O total de empregadores aumentou também 4,8% ante o trimestre encerrado em dezembro de 2015, com 190 mil pessoas a mais. O trabalho por conta própria encolheu 3,4% no período, com 784 mil pessoas a menos nessa condição.
Houve redução ainda de 170 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 2,7% de ocupados a menos nessa função. A condição de trabalhador familiar auxiliar também encolheu, 9,8%, com 229 mil ocupados a menos.
Em igual período de 2015, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 9,0%. No trimestre encerrado em novembro de 2016, o resultado ficou em 11,9%.
Ressalva
A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 907 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 1,4% no trimestre encerrado em dezembro ante o mesmo período de 2015.
O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, atentou para o salto no total de desempregados desde o início da crise econômica, em 2014. “O avanço no número de pessoas em busca de uma vaga foi de 74,4% entre 2014 e 2016”, disse Azeredo.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.043,00 no trimestre até dezembro de 2016. O resultado representa alta de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 180 bilhões no trimestre até dezembro, o que representa estabilidade ante igual período do ano anterior.
Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produzia informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todas

