Desembargador se revolta após ser detido no STF: “Não somos crianças”

Desembargador Sebastião Coelho chegou a gritar e interromper a leitura de relatório do ministro Alexandre de Moraes

atualizado

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1 de 1 frame-desembargador-barrado-detido-stf - Foto: Reprodução

O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Sebastião Coelho criticou a decisão de ter sido detido e barrado, nesta terça-feira (25/3), no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). E afirmou que ele e um colega, que advogam para o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Filipe Martins “não são crianças”.

Coelho gritou ao ser impedido de entrar na sala e, após deixar o prédio, foi detido pela Polícia Judiciária do STF por desacato. Antes da detenção, em entrevista à imprensa, o desembargador afirmou que não compreendeu o motivo de ter sido barrado.

Veja o vídeo:

“Depois de aguardar por mais de uma hora, insisti e me deixaram entrar. A segurança interna me colocou na sala da Segunda Turma, onde havia umas cinco ou seis pessoas. O plenário estava vazio. Eu e o Edson [outro advogado de Filipe Martins], que não somos crianças, demos um jeito e chegamos à porta da Primeira Turma. Chegando lá, os seguranças não nos deixaram entrar”, relatou.

O desembargador disse ter notado lugares vazios no local, mas que, ainda assim, não foi autorizado a ingressar na sala onde estão advogados dos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), além do ex-presidente Jair Bolsonaro, que acompanha o caso presencialmente.

“Olhei e vi vários lugares vazios dentro daquele plenário da Primeira Turma. Os advogados do processo não foram permitidos a entrada. Isso me causou uma grande revolta, porque a defesa, junto com o acusado, são os principais envolvidos no processo”, sustentou Coelho.

Oficialmente, o STF informou que o advogado não se credenciou previamente para acompanhar o julgamento, como exigido pela Corte para advogados interessados em participar presencialmente, e, por isso, foi barrado. Coelho afirmou que levará o caso à OAB.

Julgamento no STF

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram a julgar, nesta terça-feira (25/3), se aceitam ou não denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados em ação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro encontra-se no plenário do STF, o único denunciado a acompanhar in loco o julgamento.

O presidente da Turma no STF, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões para a análise — duas marcadas para começarem às 9h30 e às 14h desta terça, 25 de março; e sessão extraordinária para as 9h30 de 26 de março. A análise é para saber se os integrantes do chamado “Núcleo 1” da denúncia da PGR, fatiada em cinco partes, se tornarão réus.

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