Deputado do PL é flagrado com dinheiro que seria do orçamento secreto

Imagens divulgadas pela revista Crusoé mostram Josimar de Maranhãozinho com maços de dinheiro que seriam de esquema de corrupção

atualizado 03/12/2021 17:16

Deputado é flagrado com maços de dinheiroReprodução/Crusoé

Em imagens divulgadas pela revista Crusoé, Josimar de Maranhãozinho, deputado do Partido Liberal, aparece manuseando maços de dinheiro que, segundo a Polícia Federal, ouvida pela publicação, são produto direto de esquema envolvendo emendas parlamentares. O flagrante aconteceu em outubro do ano passado, no escritório político de Maranhãozinho.

Apesar das imagens apreendidas, nenhuma medida além das ações de busca e apreensão foi adotada até o momento, e o deputado segue no mandato.

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Josimar de Maranhãozinho, que esteve na filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, na quarta-feira (30/11), foi alvo de operação da Polícia Federal pela segunda vez em um ano. O objetivo, agora, era coletar provas da suposta participação no esquema de desvio de milhões de reais em verbas federais destinadas às áreas de saúde e obras públicas.

O deputado é ex-prefeito do município de Maranhãozinho e, hoje, lidera o diretório maranhense do Partido Liberal. Depois de dois mandatos como deputado estadual, foi eleito para uma cadeira no Congresso Nacional com votação recorde. Ele se candidatou ao governo do Maranhão para as eleições do ano que vem.

Maranhãozinho é o protagonista de pelo menos duas investigações que transitam no Supremo para apurar o esquema de compra e venda de emendas parlamentares em funcionamento no Congresso. Além dele, um senador da República e outros dois deputados federais são investigados.

O deputado é suspeito de pagar para que colegas parlamentares se juntem a ele no desvio de emendas a municípios controlados por seus aliados políticos que contratam empresas ligadas ao esquema logo após receberem as verbas, para devolver o dinheiro lavado e em espécie. A investigação começou no primeiro semestre de 2020, e desde então corre sob absoluto sigilo.

O Metrópoles contatou a Polícia Federal para mais informações e aguarda resposta.

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