Demitido por Lula e Kicis: quem pediu apuração do CFM sobre Bolsonaro

Documento enviado ao STF mostra que aliados pediram sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre Jair Bolsonaro por e-mail

atualizado

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Bolsonaro deixa DF Star após bateria de exames
1 de 1 Bolsonaro deixa DF Star após bateria de exames - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Ao instaurar sindicância para apurar denúncias que “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se baseou em pedidos apresentados por um cientista político exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela deputada federal Bia Kicis.

Documento encaminhado pelo CFM ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta o recebimento de mais de 40 denúncias. Entre aquelas que fundamentaram a abertura da sindicância — posteriormente suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes — está a do cientista político Luiz Carlos Ramiro Júnior.

Ramiro Júnior foi exonerado do cargo de presidente da Fundação Biblioteca Nacional em janeiro de 2023. À frente da instituição, ele concedeu a Medalha da Ordem do Mérito do Livro a apoiadores de Bolsonaro, inclusive a pessoas sem contribuição reconhecida à literatura. Um dos homenageados foi o ex-deputado Daniel Silveira.

Ao CFM o cientista político afirmou que a condução do tratamento clínico de Bolsonaro estaria sofrendo intervenções “estranhas” ao ato médico, o que poderia indicar afronta à autonomia dos profissionais de saúde e colocar em risco a vida do ex-presidente.

“Diante desse cenário, solicita-se que o CFM proceda à avaliação técnica e independente dos seguintes pontos: a) se o estado de saúde do paciente está sendo corretamente acompanhado e tratado de acordo com as melhores práticas médicas; b) se houve, por parte dos profissionais responsáveis, conduta caracterizadora de negligência, imprudência ou imperícia, ainda que motivada por pressões institucionais externas; c) se eventuais limitações ou impedimentos ao tratamento configuram maus tratos de natureza médica, afronta à dignidade da pessoa humana ou imposição de sofrimento desnecessário, em desacordo com a ética médica”, escreveu.

Além de Ramiro Júnior, outras representações foram apresentadas com argumentos semelhantes, incluindo manifestações de um jornalista, de um tributarista renomado, de um procurador do Rio de Janeiro e da deputada Bia Kicis.

“Cumpre destacar que o direito fundamental à saúde e o princípio da dignidade da pessoa humana não são afastados pelo estado de custódia, impondo ao Estado e aos profissionais de saúde o dever de assegurar tratamento adequado, tempestivo e pautado exclusivamente por critérios técnicos”, escreveu Kicis no documento encaminhado ao CFM em 7 de janeiro.

Sindicância

O presidente do CFM, José Hiran da Silva, informou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta sexta-feira (9/1), ter cumprido a decisão do magistrado, que determinou a suspensão da sindicância sobre a atuação médica envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em documento encaminhado ao STF, o dirigente informou que o conselho adotou imediatamente as providências determinadas por Moraes, interrompendo os procedimentos administrativos que estavam em curso e adequando a atuação institucional às determinações da Corte.

Segundo o ofício, até o momento da suspensão, haviam sido protocoladas mais de 40 denúncias formais, nem todas encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) em razão da decisão do STF.

Os pedidos de investigação sobre o atendimento de Bolsonaro na PF surgiram após o ex-presidente cair da cama e ter a necessidade de exames descartada pela corporação.

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