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Delegado preso no Rio pagou US$ 9.900 a detetives para vigiar amante

Preso em junho na Operação Carta de Corso, Maurício Demétrio gastou R$ 35 mil em viagem de cinco dias a SP, diz Ministério Público do Rio

atualizado

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1 de 1 delegado marielle - Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) descobriu que o delegado da Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves, preso desde junho na Operação Carta de Corso, levava uma vida de luxo incompatível com sua renda. Ao analisar três de 12 celulares apreendidos, a quebra do sigilo telefônico constatou que o investigado realizava viagens internacionais com toda a família e chegou a pagar detetive para vigiar a amante.

O delegado é suspeito de tentar armar duas operações falsas, uma delas contra o então candidato a prefeito do Rio Eduardo Paes.

De acordo com os promotores, o policial ostentava riqueza e usava serviços de seguranças particulares para protegê-lo durante viagens. Os voos, pagos em espécie, eram em de classe executiva.

Segundo os promotores, em uma das viagens para fora do país, Demétrio contratou três detetives para vigiar e investigar, durante oito dias, uma amante no estado da Flórida, EUA. No contrato, consta o pagamento de US$ 9.900 (equivalente a R$ 56 mil) para que a mulher fosse monitorada 24 horas por dia.

O trato foi feito com a empresa Salazar Investigations em dezembro de 2019; a apuração sobre a mulher ocorreu entre 3 e 8 de dezembro daquele ano.

Outra viagem do delegado também chamou atenção. No período entre 10 e 14 de dezembro de 2020, Demétrio foi à capital paulista e gastou R$ 35 mil. Durante a perícia dos aparelhos, os investigadores constataram que o policial teria despendido esse valor com um carro blindado e seguranças.

Além disso, foram identificados: hospedagem em hotéis de luxo, aluguel de mansões na Costa Verde do Rio e carros de luxo no Brasil e no exterior.

O advogado de Demétrio, Raphael Mattos, disse ao jornal O Globo que “acha que pode haver uma perseguição de cunho pessoal”.

“Acho que pode haver (uma perseguição) de cunho pessoal, porque as provas são fraquíssimas e não se sustentam. Tem uma representação no CNMP contra um promotor de Petrópolis, município do Rio. Pode ser que esse Celso o esteja perseguindo”, pondera a defesa.

O promotor citado pelo advogado é Celso Quintanilha, de Petrópolis, contra quem o delegado move ação judicial.

O caso 

Em 30 de junho deste ano, o MPRJ deflagrou a Operação Carta de Corso, com a finalidade de desmantelar uma organização criminosa que surgiu na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) da Polícia Civil, da qual Demétrio era delegado.

Os crimes aconteceram entre março de 2018 e março de 2021. Além de Demétrio, outras cinco pessoas foram presas – entre elas, policiais civis e uma comerciante.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), em vez de reprimir a prática de delitos, em especial a pirataria, os acusados praticavam crimes. Os agentes exigiam dos lojistas da Rua Teresa, em Petrópolis, o pagamento de vantagens ilegais para permitir que continuassem comercializando roupas falsificadas.

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