Defesa pede liberdade para Yunes e alega saúde fragilizada

O empresário, amigo do presidente Temer (MDB), foi preso nesta manhã na Operação Skala, que investiga irregularidades no Decreto dos Portos

atualizado

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josé yunes
1 de 1 josé yunes - Foto: Divulgação/YCB

A defesa de José Yunes, amigo do presidente Michel Temer (MDB), protocolou na tarde desta quinta-feira (29/3) no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedido de revogação da prisão temporária ou concessão de regime domiciliar sob a alegação de saúde fragilizada e idade avançada. O empresário foi preso pela manhã na Operação Skala, responsável por investigar irregularidades no Decreto dos Portos, e prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo.

“Mesmo já tendo, em três oportunidades distintas, prestado declarações nos autos principais, o requerente foi surpreendido, na data de hoje, com uma ordem de prisão temporária, para que fosse, pela quarta vez, inquirido sobre os mesmíssimos fatos”, argumentam os defensores de Yunes.

O pedido é subscrito pelos advogados José Luís Oliveira Lima, Rodrigo Dall’Acqua, Ana Carolina Piovesana e Rossana Brum Leques. Segundo eles, “não há motivos” para se manter José Yunes preso temporariamente, pois ele “não representa qualquer risco para o bom andamento das investigações ou a colheita de provas”.

De acordo com os defensores, o amigo de Temer “é primário, ostenta ótimos antecedentes, está com 81 anos de idade e passa por sérias complicações de saúde”.

“Seu estado de saúde atual passa por tratamento químico e ambulatorial. Ele apresenta quadro clínico psiquiátrico com tratamento de ansiedade, caracterizado como transtorno do pânico e faz uso de medicamentos controlados”, ponderou a defesa.

“Desde junho de 2016, o requerente passa por tratamentos de quadro de ‘dislipidemia’ e por acompanhamento ‘cardiológico por disfunção valvar’. Naquela época, foi detectado quadro de ‘refluxo gastro-esofágico’ significativo, sintomas ‘cardiocirculatórios’, além de quadro de “ansiedade generalizada com episódios frequentes de agudização”, ressaltaram ainda.

Os advogados narraram ainda que, em 9 de janeiro de 2018, José Yunes passou por intervenção cirúrgica para troca de váuvula aórtica.

“Após alta hospitalar, o requerente continuou com sintomas de ansiedade e permanece em tratamento desde então. Sua última consulta foi há dois dias, especificamente em 27 de março de 2018”, relataram os defensores.

“Ressalte-se que a Custódia da Polícia Federal da Superintendência Regional de São Paulo informou aos advogados do requerente que, em razão do feriado e do final de semana, José Yunes ficará incomunicável por três dias seguidos (até 02.04 2018, segunda-feira), sem poder receber seus advogados ou visitas, o que fragiliza ainda mais o cenário exposto”, ponderou a defesa.

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