Defesa: Ciro Nogueira tinha “relação natural com um grande banqueiro”
O senador Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão da quinta fase da Operação Compliance Zero
atualizado
Compartilhar notícia

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou nesta quinta-feira (7/5) que o senador Ciro Nogueira (PP) mantinha com Daniel Vorcaro, do Banco Master, uma “relação normal entre um grande banqueiro e um senador da República”.
“Tinha uma relação natural de um grande banqueiro (Daniel Vorcaro) à época com o senador da República (Ciro Nogueira), assim como tem com vários outros banqueiros e também existe com vários outros senadores da República”, disse o advogado a repórteres, em frente à casa de Ciro, onde a PF cumpriu mandados de busca e apreensão.
Kakay é advogado de Ciro Nogueira, alvo de busca e apreensão da quinta fase da Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro do Banco Master. Ele afirmou ainda que a defesa estranhou o cumprimento de busca e apreensão contra o senador, o que chamou de “medida altamente invasiva”, que, segundo Kakay, foi tomada “com base na análise somente de celulares de terceiros”.
A operação é responsável por investigar suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Sobre os repasses mensais que a investigação aponta que Ciro teria recebido de Vorcaro, a defesa negou a informação de que Ciro reberia uma “mesada” no valor entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, e afirmou que a empresa não foi criada para repasses.
“Não, absolutamente, isso é uma empresa antiguíssima da família, muito antiga da família. Essa empresa é há muito tempo da família, eu posso garantir que não foi criada para nenhum repasse”, disse o advogado sobre a empresa.
Em nota, a defesa do senador Ciro Nogueira informou que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Leia a íntegra:
“Reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, destacou em nota.
Os advogados ponderam, ainda, que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”.






















