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Paulo Sérgio atuou para “demover” Bolsonaro, diz advogado

Ex-ministro da Defesa é apontado como o responsável por apresentar aos comandantes militares decreto de estado de defesa

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, chegou à Primeira Turma do STF. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados começou às 9h10 desta terça-feira (2/9) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os cinco ministros da Turma analisam a ação penal sobre suposta trama golpista atribuída ao ex-chefe do Palácio do Planalto e sete réus que visou anular as eleições de 2022 e manter Bolsonaro no poder. - Metrópoles
1 de 1 Ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, chegou à Primeira Turma do STF. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados começou às 9h10 desta terça-feira (2/9) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os cinco ministros da Turma analisam a ação penal sobre suposta trama golpista atribuída ao ex-chefe do Palácio do Planalto e sete réus que visou anular as eleições de 2022 e manter Bolsonaro no poder. - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O advogado Andrew Fernandes Farias, que fez a defesa do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira (foto em destaque), nesta quarta-feira (3/9), no plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o general atuou para “demover” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de possíveis tentativas golpistas.

“Ele atuou ativamente para demover o presidente da República de qualquer medida nesse sentido”, argumentou o advogado.

Veja como foi o segundo dia de julgamento de Bolsonaro e mais 7 réus no STF:

 

“O receio do general Paulo Sérgio era que alguma liderança miltiar levantasse o braço e rompesse. O general Paulo Sérgio tinha a responsabilidade de ser o ministro da Defesa e honrar a memória de Caxias, da unidade das Forças Armadas, contra qualquer medida de exceção”, continuou.

Ao fim da fala do advogado, a ministra Cármen Lúcia, uma das integrantes da Turma, pediu para que Andrew esclaresse ao que tinha se referido quando falou sobre o ex-ministro ter demovido Bolsonaro.

“Vossa senhoria, eu copiei aqui, disse cinco vezes, que o réu, neste caso, o cliente de vossa senhoria, estava atuando para demover o presidente da República. Demover de quê? Porque até agora todo mundo diz que não pensou nada”, questionou Cármen.

“Demover de adotar qualquer medida de exceção”, respondeu Fernandes.

Paulo Sérgio Nogueira é apontado como o responsável por apresentar aos comandantes militares decreto de estado de defesa, redigido por Bolsonaro. O texto previa a criação de “Comissão de Regularidade Eleitoral” e buscava anular o resultado das eleições. Andrew negou a acusação e destacou que o general “era totalmente contrário a qualquer medida de exceção”.

Segundo dia de julgamento

O julgamento de Bolsonaro e de mais sete aliados ocorre na Primeira Turma do Supremo. Os cinco ministros da Turma analisam a ação penal sobre suposta trama golpista atribuída ao ex-chefe do Palácio do Planalto e aos outros sete réus que visou anular as eleições de 2022.

O grupo responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.

O núcleo 1, chamado de crucial, é composto por:

  • Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);
  • Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional); Jair Bolsonaro (ex-presidente da República);
  • Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, além de delator do caso);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa);
  • e Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).

Veja datas e horários do julgamento

  • 9/9 (terça)  – das 9h às 12h/ das 14h às 19h.
  • 10/9 (quarta)  – das 9h às 12h.
  • 12/9 (sexta)  – das 9h às 12h/ das 14h às 19h.

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