Decisão de Gilmar não interfere na votação da PEC da Transição, avalia Congresso
A votação da PEC da Transição deve ser realizada nesta terça-feira (20/12), na Câmara do Deputados

Parlamentares avaliam que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de retirar os recursos para pagamento do Bolsa Família do teto de gastos não afetará a votação da PEC da Transição, enviada pela equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional.
A retirada do benefício é um dos principais pontos da proposta de emenda à Constituição. A votação da PEC está marcada para acontecer nesta terça-feira (20/12), na Câmara do Deputados.
A avaliação é compartilhada entre deputados aliados do novo governo. Do outro lado, aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), consideram que a determinação de Gilmar Mendes é ruim para o Congresso, que poderá perder o poder de negociação para aprovar a medida.
A negociação entre o governo eleito e os deputados estava emperrada após a aprovação da PEC no Senado, em 8 de dezembro. A Câmara ainda não entrou em consenso sobre o valor e o tamanho da PEC, que hoje estão em R$ 168 bilhões por dois anos. Deputados da oposição e até independentes defendem o prazo de um ano.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA reportagem do Metrópoles apurou que os petistas contam com pelo menos 250 votos favoráveis. Ocorre, no entanto, que são necessários, pelo menos, 308 apoios para a PEC ser chancelada.

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Ver todasCom a decisão do Supremo, o principal problema do PT é resolvido: R$ 600 para o Bolsa Família. Além disso, o governo Lula ganha segurança jurídica para não depender da matéria a ser votada no Congresso. A manutenção do atual Auxílio Brasil foi prometido pelo petista durante a campanha eleitoral. A PEC era o plano “A” do futuro governo para sanar a dívida da promessa.
O plano “B”, no entanto, respaldado pela decisão do ministro, é a abertura de crédito extraordinário por meio de medida provisória (MP) para bancar o programa.



