De olho em financiamento climático, Lula oferece almoço a líderes
Lula quer garantir aportes ao TFFF, fundo que prevê incentivo financeiro a países para conservação das florestas tropicais
atualizado
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Belém – Dando sequência à sua campanha para levantar verbas para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promove nesta quinta-feira (6/11) um almoço para líderes de países que sinalizaram aporte ao mecanismo de financiamento climático.
O almoço acontece em meio à Cúpula do Clima, evento que reúne chefes de Estado e demais representantes de aproximadamente 100 países. Trata-se de uma agenda que antecede a 30º Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), dando as diretrizes a serem seguidas durante as negociações que começam na próxima segunda-feira (10/11).
O Itamaraty não quis antecipar a lista de países que colocariam verba no fundo, mas o Metrópoles adiantou que cerca de 20 nações sinalizaram ao Brasil vontade de participar do TFFF. São justamente os chefes desses Estados que almoçam com Lula.
Até o início da Cúpula nesta quinta, somente o Brasil e a Indonésia firmaram aportes publicamente, somando US$ 2 bilhões. A meta é atingir US$ 10 bilhões até o fim da COP30, em 21/11. Portugal anunciou o investimento de US$ 1,3 milhão, inaugurando a participação da Europa. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se recusou a responder sobre aportes.
Ao lançar o TFFF, Lula destacou o caráter “terceiro-mundista” do mecanismo. “Pela primeira vez na história os países do Sul global terão um protagonismo em uma agenda de florestas”, disse. Mas o foco é fazer com que países ricos paguem a maior parte da conta.
Segundo Lula, mais países vão aderir. “O TFFF obteve apoio de países das bacias do Amazonas, do Congo e de Bornéu-Mekong”, disse o presidente no lançamento oficial do fundo. O petista também reafirmou o caráter do investimento: “Não é baseado em doação. Seu papel será complementar aos mecanismos que pagam pela redução de emissões de gases de efeito estufa”.
O TFFF faz parte do rol de iniciativas de financiamento climático. Ele recompensa financeiramente países que preservam suas florestas tropicais através de um fundo de investimento global. É um incentivo dos países desenvolvidos, que poluíram mais historicamente, para que nações em desenvolvimento não façam o mesmo.
Ministro cobra
O ministro das Cidades, o paraense Jader Barbalho, cobrou que países desenvolvidos financiem o TFFF. “Investimentos não caem do céu. Quem tem que colaborar com o financiamento (climático) são os países desenvolvidos. Quem tem que participar de maneira forte são os países desenvolvidos. Quem polui o planeta soa os países de primeiro mundo, então são eles os que mais devem contribuir”, disse.


















