Dark Horse: Mário Frias chama operação da PF de "cortina de fumaça"
O parlamentar negou irregularidades e afirmou que vai colaborar com as investigações da PF

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) publicou um vídeo, nesta quinta-feira (10/9), e classificou como “cortina de fumaça” a operação da Polícia Federal (PF) que realizou buscas na residência dele. O parlamentar negou irregularidades e afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e disse acreditar que o caso será arquivado.
“Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento e vou seguir na rua, mantendo a minha agenda, representando o São Paulo e apoiando o meu presidente Flávio Bolsonaro. A paz eu já tenho. A verdade o tempo traz”, afirma o deputado.
Confira o vídeo:
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Segundo o deputado federal, a Polícia Federal levou celular, documentos, computador durante o cumprimento de buscas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMario Frias argumenta que a investigação gira em torno de uma emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões destinadas a um projeto esportivo e ao letramento digital para tirar crianças.
“Emenda pública, registrada, transparente, que qualquer um pode consultar no portal da transparência”, disse.
No vídeo, o parlamentar também afirma que sua defesa não teve acesso ao inquérito.
“A emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do deputado. Ela vai do tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de contas. Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição, cortina de fumaça”, defendeu.
Nesta quinta-feira (10/9), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará, e incluiu a apreensão do celular do parlamentar.
De acordo com relatório de 150 páginas da PF, a Go Up — que tem como sócia a empresária Karina Ferreira da Gama — movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025.
As movimentações ocorreram no mesmo período das gravações do Dark Horse em São Paulo, realizadas entre 20 de outubro e 7 de dezembro.
No período analisado pela PF, a produtora efetuou pagamentos de R$ 906 mil ao Hotel Unique, conhecido por oferecer hospedagem de luxo na capital paulista, e R$ 653 mil à empresa Foodflix, além de repasses a produtoras audiovisuais.
A investigação apontou que Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina da Gama.
Deste valor, cerca de R$ 700 mil repassados pelo ICB foram direcionados às empresas Dinâmica Editora e Instituto Super Poder Educacional, ligadas ao empresário Heric Fabiano Dias.
Posteriormente, a empresa NTT Brasil, também administrada por Heric Dias, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment.
“Nesse sentido, segundo fontes abertas, o filme foi gravado justamente em São Paulo, entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025. Assim, chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras”, diz a PF.
Dino determinou a proibição de que Mario Frias, Karina da Gama e outros 27 investigados se comuniquem e se ausentem do país. O magistrado ainda estabeleceu que todos devem entregar seus passaportes à Polícia Federal.
















